Em um evento realizado na Ilha Itanhangá, na Barra da Tijuca, o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, se juntou ao deputado estadual Douglas Ruas, também do PL, para reforçar seu compromisso em “declarar guerra” ao crime organizado. Flávio destacou que a luta se estende a grupos como “narcoterroristas do Comando Vermelho, PCC e milícias que operam não só no Rio, mas em todo o Brasil”.
Durante a interação com a imprensa, o candidato abordou temas relevantes da sua campanha e discutiu a importância do apoio popular. O evento, que atraiu diversos apoiadores e figuras políticas, foi uma oportunidade para Flávio reafirmar suas propostas e fortalecer sua presença no cenário político fluminense.
É importante lembrar que Flávio Bolsonaro, no passado, esteve envolvido em polêmicas relacionadas a milicianos. Em 2003, ele propôs uma moção de louvor ao miliciano Adriano da Nóbrega, que mais tarde recebeu a Medalha Tiradentes, iniciativa de Flávio em 2005. Além disso, há acusações sobre a destinação de emendas parlamentares a projetos relacionados a milicianos, levantando questões sobre sua postura em relação à segurança pública.
Douglas Ruas, filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson, também foi mencionado em investigações sobre milícias, embora ele negue as alegações. O ato de hoje buscou não apenas unir forças políticas, mas também mostrar um rosto forte contra a criminalidade, em um momento onde a segurança é uma preocupação crescente entre os eleitores.
No discurso, Flávio Bolsonaro desmentiu rumores de privatização da Petrobras e garantiu que manterá os programas sociais, desafiando as “mentiras” que circulam sobre sua candidatura. Ele destacou: “Uma delas é que eu acabaria com o Bolsa Família. Isso é mentira”, enfatizando sua intenção de preservar iniciativas que beneficiam a população.
A campanha de Flávio tem enfrentado críticas, especialmente após propostas de cortes significativos em programas sociais e gastos públicos. Sua coordenadora econômica, Daniella Marques, mencionou planos de redução de ministérios e otimização de recursos, o que gerou desconfiança entre os eleitores. Apesar das controvérsias, a equipe do candidato se esforça para esclarecer que certas propostas não refletem posições oficiais de Flávio.
Fonte: Agência Brasil


