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Flávio Bolsonaro e Douglas Ruas se Unem em Ação Contra o Crime Organizado no Rio de Janeiro

Flávio Bolsonaro faz ato no Rio ao lado de Douglas Ruas

Em um evento realizado na Ilha Itanhangá, na Barra da Tijuca, Flávio Bolsonaro, senador e candidato à Presidência pelo PL, se juntou ao deputado estadual Douglas Ruas, também do PL, que disputa o governo do Rio de Janeiro. Durante a ocasião, Bolsonaro declarou que ambos estão determinados a “declarar guerra” ao crime organizado, enfatizando a necessidade de medidas contundentes contra as facções criminosas.

“Aos narcoterroristas de Comando Vermelho, PCC e milícias que estão aqui no Rio, estão em São Paulo, estão em todo o Brasil”, afirmou o candidato.

O evento contou com a presença de apoiadores e figuras políticas, criando um ambiente de mobilização e apoio. Flávio Bolsonaro, que já foi deputado estadual, tem um histórico controverso, incluindo sua relação com Adriano da Nóbrega, um miliciano que recebeu homenagens durante seu mandato. Esse passado é frequentemente relembrado em críticas dirigidas ao candidato, que também é acusado de destinar recursos públicos a projetos associados a figuras ligadas ao crime organizado.

Douglas Ruas, filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson, também enfrenta questões relacionadas a seu histórico familiar, já que seu pai foi mencionado em investigações sobre milícias na região, embora ele negue qualquer envolvimento. A parceria entre os dois candidatos busca reforçar uma imagem de combate à criminalidade, crucial para conquistar a confiança do eleitorado.

Compromissos com Programas Sociais

No evento, Flávio Bolsonaro se defendeu de rumores sobre a privatização da Petrobras, classificando-os como “boatos”. Ele também expressou gratidão pelo apoio de Augusto Cury, ex-candidato à Presidência, e mencionou que está dialogando com outras legendas. Em sua fala, o senador garantiu que pretende manter os programas sociais existentes e refutou informações de que acabaria com o Bolsa Família, classificando-as como mentirosas.

Entretanto, sua trajetória política é marcada por propostas que suscitaram controvérsias, como a significativa redução de recursos destinados ao programa Farmácia Popular. Em 2023, a proposta orçamentária do governo de Jair Bolsonaro previa um corte de 59% para o programa, o que gerou críticas e desconfiança entre eleitores.

A coordenadora econômica de sua campanha, Daniella Marques, já indicou que haverá cortes em ministérios e gastos públicos, levantando preocupações sobre a viabilidade de programas sociais. Além disso, reportagens recentes indicam que sua equipe econômica está considerando medidas que poderiam resultar em economias substanciais, embora a campanha tenha negado que essas propostas representem a posição oficial de Flávio Bolsonaro.

Fonte: Agência Brasil

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