O candidato à Presidência da República pelo Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, apresentou um conjunto de propostas que abrangem 15 áreas, incluindo mercado de trabalho, habitação, reforma agrária e saúde. Entre as iniciativas, destaca-se a intenção de aumentar os investimentos na saúde pública, com um plano de emergência para a construção de hospitais e postos de saúde em todo o Brasil. Além disso, Pimenta sugere a ampliação do programa Mais Médicos para a contratação de novos profissionais de saúde.
Na busca por fortalecer a saúde pública, “o programa do PCO propõe a abertura imediata de centenas de cursos de medicina e enfermagem, sem vestibular, nas universidades públicas”, facilitando o acesso ao ensino superior na área da saúde.
A educação também é uma prioridade no plano de Pimenta, que inclui a estatização do setor privado, a eliminação dos vestibulares e um aumento significativo no financiamento da educação pública. O candidato propõe ainda uma carga horária máxima de 30 horas semanais para os professores, visando melhorar as condições de trabalho na educação.
Em termos de habitação, o PCO defende a expropriação de imóveis ociosos pertencentes a especuladores do mercado imobiliário e a proibição de despejos, além da construção de milhões de moradias para atender à demanda habitacional.
No campo da reforma agrária, Pimenta se compromete a promover o assentamento imediato de milhões de sem-terra e a demarcar terras indígenas que estão em disputa. Ele também advoga pela liberdade de armamento para trabalhadores rurais e indígenas, como parte de suas propostas para garantir a segurança no campo.
As propostas econômicas incluem o cancelamento de privatizações, a redução de 50% no preço dos combustíveis e a reposição integral das perdas salariais. O candidato sugere um aumento emergencial de 50% para todos os salários e a criação de um salário mínimo de R$ 7,5 mil. Além disso, propõe a anulação das dívidas dos trabalhadores com instituições financeiras e a tributação apenas sobre os lucros dos grandes capitalistas.
No que diz respeito aos direitos trabalhistas, Pimenta planeja revogar a reforma trabalhista e as reformas previdenciárias anteriores, estabelecendo aposentadorias mais acessíveis, com 25 anos de trabalho para mulheres e 30 para homens. Ele também propõe uma jornada de trabalho de no máximo sete horas diárias e a garantia de um salário-desemprego equivalente ao último salário recebido.
Fonte: Agência Brasil


