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Flávio Bolsonaro Agradece a Milei e Trump em Carta Após Fuga para os EUA

Em carta golpista, Flávio agradece Milei e Trump por apoio para fuga

Após deixar o Brasil e se estabelecer nos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro, ex-candidato à presidência, divulgou uma carta na qual expressa gratidão aos líderes Javier Milei, presidente da Argentina, e Donald Trump, ex-presidente dos EUA, pelo suporte que recebeu para sua saída do país. O documento gerou repercussão e levanta questões sobre o cenário político atual e as alegações de irregularidades nas eleições brasileiras.

Na versão inicial da carta, Flávio se autodenominou “o verdadeiro presidente eleito do país”, mas, em uma atualização feita em menos de meia hora, alterou o título para “líder do Brasil”. A mudança levantou suspeitas sobre a intenção do texto e a veracidade das afirmações contidas nele.

No texto, o ex-candidato reforça, sem apresentar evidências, que a eleição foi marcada por fraudes, citando a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, que prorrogou o horário de votação até as 19h, em resposta a solicitações dos partidos PL e PT. Flávio foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva, que conquistou 64 milhões de votos contra pouco mais de 59 milhões do concorrente.

Flávio comentou sobre o processo eleitoral, afirmando: “Uma decisão do STF, tomada por cima da competência do TSE, estendeu a votação no apagar das luzes, e a ordem só chegou depois do fim do horário legal, quando as urnas já estavam encerradas”. No entanto, suas alegações contrastam com as avaliações positivas do pleito feitas pelo Tribunal Superior Eleitoral e pela Organização dos Estados Americanos.

Além de criticar a decisão do STF que o impediu de deixar o Brasil, Flávio enfrenta investigações relacionadas a possíveis crimes financeiros, incluindo lavagem de dinheiro. Ele declarou que, a partir dos EUA, planeja liderar a oposição ao governo Lula, assumindo riscos que seus colegas parlamentares não estão dispostos a correr. “Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer”, afirmou em sua carta.

O conteúdo da carta também chamou a atenção pela presença de erros, como o uso da palavra “Brazil” com “z”, além de referir-se ao país como “Estados Unidos do Brazil”, uma nomenclatura desatualizada. A repercussão do documento e a situação de Flávio Bolsonaro geraram críticas nos Estados Unidos, especialmente entre democratas que questionaram a concessão de visto ao ex-candidato.

O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos EUA expressou descontentamento, destacando a disparidade entre o tratamento dado a Flávio e as políticas migratórias para pessoas que buscam asilo devido a conflitos em seus países. “Nenhum asilo para pessoas fugindo da guerra no Sudão ou de conflitos no Haiti, mas [o secretário de Estado Marco] Rubio está estendendo o tapete vermelho para Bolsonaro”, criticaram nas redes sociais.

Fonte: Agência Brasil

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