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Justiça de Alagoas impõe pena de 13 anos a homem por estupro de jovem que ficou em coma

Homem é condenado a 13 anos por estuprar jovem que ficou em coma e teve danos neurológicos em AL

A Justiça de Alagoas decidiu condenar Victor Bruno da Silva Santos, conhecido como “Vitinho”, a uma pena de 13 anos e 4 meses de reclusão pelo crime de estupro de vulnerável, em um caso que chocou a sociedade. O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) confirmou a condenação nesta segunda-feira (31), em uma decisão que traz à tona a gravidade da violência sexual.

O incidente ocorreu em dezembro de 2024, após uma festa escolar em Coité do Noia, onde Maria Daniela Ferreira Alves, então com 18 anos, foi dopada e agredida. Segundo as investigações, a jovem foi encontrada com ferimentos graves, incluindo traumatismo craniano, e ficou em coma por cinco dias, necessitando de 19 dias de internação hospitalar.

Victor Bruno foi detido em julho deste ano, após permanecer foragido por um período de um ano e sete meses. Ele se apresentou à Polícia Civil em Taquarana, também localizada no Agreste alagoano. A gravidade do crime, que envolveu a dopagem da vítima e uso de força física, foi detalhada em laudos periciais que identificaram substâncias nocivas em seu organismo.

O crime ocorreu na noite de 6 de dezembro de 2024, quando Victor levou Maria Daniela para uma chácara da família dele. Após o ato criminoso, ele mesmo a levou a um hospital, onde foi constatado que a jovem apresentava sinais de agressão e estava desorientada. O laudo toxicológico revelou a presença de substâncias como diazepam e haloperidol, frequentemente associadas a crimes sexuais.

Além das lesões físicas, Maria Daniela enfrenta sequelas neurológicas e emocionais, incluindo transtorno de estresse pós-traumático e depressão. Desde o crime, a jovem necessita de assistência para realizar atividades cotidianas, conforme relatado por sua família.

A defesa de Victor Bruno, em nota, afirmou que a entrega dele à polícia foi um “ato de confiança na Justiça” e manifestou solidariedade à vítima e seus familiares. No entanto, os advogados criticaram a propagação de informações que consideram infundadas, ressaltando que o caso deve ser avaliado unicamente com base nas provas apresentadas no processo.

Fonte: G1

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