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Julgamento de Ex-PMs no Caso Davi: MP Defende Condenação Sem Necessidade de Corpo

Caso Davi: MP cita goleiro Bruno e diz que falta de corpo não impede condenação de ex-PMs

O julgamento de quatro ex-policiais militares, envolvidos no desaparecimento do jovem Davi da Silva, chegou ao segundo dia em Maceió, com uma forte participação do Ministério Público de Alagoas (MP/AL). Durante as audiências, o promotor Thiago Riff argumentou que a falta do corpo da vítima não deve ser um obstáculo para a condenação dos réus, citando o caso do goleiro Bruno Fernandes como um paralelo relevante.

Davi, que tinha apenas 17 anos, desapareceu em 25 de agosto de 2014, após uma abordagem feita por policiais do Batalhão de Radiopatrulha no Conjunto Cidade Sorriso I, localizado no complexo do Benedito Bentes. Desde então, o jovem nunca mais foi visto, e seu corpo permanece desaparecido. Os acusados, três homens e uma mulher, enfrentam as acusações de homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver, respondendo em liberdade enquanto aguardam o desfecho do julgamento.

O promotor Riff destacou que a defesa poderá alegar a falta de materialidade do crime devido à ausência do corpo, mas reforçou que essa tese não é convincente. “Quando não tem corpo, costumam afirmar que a pessoa está viva. Mas não sejamos ingênuos”, enfatizou. O promotor lembrou que o MP atua não apenas para acusar, mas também pode solicitar absolvições quando não há evidências suficientes. “O MP não é vilão. Já pedi absolvição, inclusive duas somente no mês passado”, acrescentou.

Durante a sessão, o promotor também mencionou a morte de Raniel, uma das principais testemunhas do caso, que foi assassinado dias após ter prestado depoimento. “Não podemos ouvi-lo hoje. Ele voltou ao estado e três dias depois foi assassinado”, informou. Riff questionou a probabilidade de coincidência ao destacar que Raniel reconheceu quatro dos acusados em um conjunto de 62 fotografias apresentadas durante a investigação.

A emoção tomou conta do tribunal quando o pai de Davi precisou ser socorrido após demonstrar grande aflição. A família acompanha o caso desde o desaparecimento do adolescente, que se intensificou após a morte da mãe dele, Maria José, que foi vítima de um ataque em 2025. “Infelizmente, Davi não vai aparecer pela porta. Dona Maria esperou muito por isso”, lamentou o promotor.

A promotora Lídia Malta, por sua vez, enfatizou que os jurados estão avaliando as ações dos acusados, e não a Polícia Militar como um todo. “A polícia militar é motivo de orgulho, mas quem rasga o juramento e mata deve ser julgado”, afirmou. Ela também apontou as contradições nos depoimentos dos réus e o clima de medo entre as testemunhas ao longo da investigação. O MP destacou que o julgamento analisa desvios de conduta, enquanto o juiz interveio para manter a ordem na sala, afirmando: “Isso aqui não é um circo”.

O processo continua com a apresentação dos quesitos ao conselho de sentença, em busca de uma resolução para o caso que envolve a comunidade e a família de Davi profundamente.

Fonte: G1

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