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Condenação de Homem por Estupro e Homicídio em Arapiraca: Justiça é Feita Após Crime Brutal

Homem é condenado a 67 anos por estuprar e matar mulher em caminhada em Arapiraca

Anderson Gonçalves foi sentenciado a 67 anos e quatro meses de reclusão após ser considerado culpado pelo estupro e assassinato de Cícera Laura da Silva, cujo corpo foi encontrado em uma área isolada do Bosque das Arapiracas, no Agreste de Alagoas. O veredicto foi proferido durante um julgamento realizado nesta quarta-feira, dia 4.

Cícera desapareceu enquanto caminhava, e seu corpo foi localizado dois dias depois, em estado avançado de decomposição e sem vestimentas inferiores. Imagens de câmeras de segurança revelaram que Anderson conduziu a vítima ao bosque por volta das 5h07 e deixou o local cerca de uma hora depois, o que foi crucial para a investigação.

Natural do Rio Grande do Sul, o réu já possuía um histórico criminal por crimes sexuais e roubo. Durante o processo, ele admitiu a sua culpabilidade em relação ao crime. O Conselho de Sentença acolheu as acusações do Ministério Público de Alagoas, que incluíam feminicídio, estupro e ocultação de cadáver.

A promotora Viviane Farias enfatizou que a vítima sofreu violência sexual antes de ser assassinada, destacando que seu corpo foi encontrado em uma área de difícil acesso, sem as peças de roupa adequadas. A defesa, por outro lado, argumentou que não havia evidências concretas de estupro, uma vez que o corpo estava em estado de decomposição.

Durante o julgamento, os filhos de Cícera relataram a angústia que enfrentaram ao procurar por ela após seu desaparecimento. Segundo Amanda, uma das filhas, a família buscou a ajuda da polícia, mas foi informada sobre a necessidade de aguardar antes de registrar a ocorrência. Após localizarem imagens que mostravam Anderson levando a mãe para a mata, acionaram o Corpo de Bombeiros, que encontrou o corpo.

“Minha mãe era tudo para mim. Todos que me conhecem sabem do nosso relacionamento. Ela vivia para a família, a única coisa que fazia sozinha era a caminhada”, expressou Amanda, visivelmente abalada. A promotora também criticou a ineficiência das autoridades na assistência às famílias durante situações de desaparecimento.

Duas mulheres que testemunharam durante o julgamento relataram ter sido importunadas por Anderson enquanto caminhavam na mesma região. Vilma Almeida contou que, um mês antes do crime, foi agredida pelo réu, que mostrou partes íntimas. A irmã dela, Maria Irani, corroborou o relato, e ambas reconheceram Anderson após a divulgação de suas imagens nas mídias sociais.

“Quando uma mulher morre, todas nós morremos um pouco”, declarou a promotora, reforçando a gravidade da situação.

Fonte: G1

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