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Atração Turística: Caminho de Moisés em Maceió Recebe Multidão Durante Maré Baixa

Caminho de Moisés: maré baixa atrai multidão a praia de Maceió

A Praia de Ponta Verde, em Maceió, se tornou um dos destinos mais procurados da capital alagoana nesta semana devido ao fenômeno natural conhecido como “Caminho de Moisés”. Durante a maré baixa, que atingiu níveis extremos, uma extensa faixa de areia se revelou, permitindo que milhares de pessoas desfrutassem dessa experiência única.

Turistas e moradores locais aproveitaram a oportunidade para caminhar até próximo ao farol, uma área que normalmente está submersa. As piscinas naturais também se tornaram mais acessíveis, atraindo visitantes que buscavam relaxar e admirar a beleza do local. A turista Carina Carvalho, oriunda do interior paulista, comentou sobre a experiência: “Parece que estávamos em uma peregrinação. É sensacional. Ontem conseguimos chegar até a metade do caminho, mas hoje está incrível. Eu não tinha noção da grandeza disso aqui.”

Mohamed Rasvi, que veio do Sri Lanka e reside no Brasil há uma década, também expressou sua admiração: “É encantador, muito lindo. Acho que vou visitar várias vezes.”

De acordo com a previsão da tábua de marés, o nível do mar alcançou apenas cinco centímetros de profundidade durante a manhã. Lays Nascimento, consultora ambiental do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), explicou que a maré baixa é influenciada por fatores astronômicos, principalmente o alinhamento entre Sol, Lua e Terra, que intensifica a força gravitacional e resulta em picos de maré.

“A força gravitacional da Lua, alinhada com o Sol e a Terra, provoca esses ápices de maré, que podem ser muito baixas ou muito altas. Essa maré baixa não acontece apenas em julho. Ainda teremos outros meses neste ano com picos semelhantes”, detalhou Lays.

A formação do Caminho de Moisés deve-se à existência de um banco de areia na região, que se destaca em marés baixas. “Esse banco de areia é formado pela sedimentação causada pela dinâmica dos ventos e pela passagem da água entre os arrecifes. Nas marés mais baixas, como as desta semana, ele fica mais exposto e permite que as pessoas façam a travessia”, acrescentou a especialista.

Com o aumento do número de visitantes, o IMA ressaltou a importância da preservação ambiental na área. “Os ambientes recifais são vivos. Muitas pessoas olham para eles e acham que são apenas pedras, mas ali existem corais e diversos outros organismos. Por isso, é fundamental evitar pisotear os corais, não retirar nem manusear animais marinhos e recolher todo o lixo produzido durante a visita”, orientou Lays Nascimento.

Fonte: G1 Alagoas

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