A Colômbia enfrenta um cenário de tragédia e recuperação após um forte terremoto de magnitude 7,4 ocorrido na última segunda-feira, 10 de outubro. A jornalista alagoana Flávia Lima Motta, que reside no país há nove anos, compartilhou sua experiência angustiante, descrevendo que os minutos de tremor “foram uma eternidade”.
Com mais de 230 vidas perdidas, centenas de feridos e aproximadamente três mil desaparecidos, a situação é crítica. A cidade de Cáli foi uma das mais afetadas, registrando 74 mortes. Este evento sísmico é considerado o mais intenso dos últimos dez anos na região.
Flávia vive com seu marido e seus dois filhos, de 4 anos e 10 meses, em Bogotá, a cerca de 50 quilômetros do epicentro localizado em San José del Palmar. “Moro em um apartamento no terceiro andar de um edifício de sete andares. Estávamos nos preparando para começar o dia. Eu estava terminando de preparar o café da manhã dos meus filhos quando sentimos os tremores. Saímos correndo”, relembrou a jornalista.
Antes do tremor, alertas foram enviados para os celulares e sirenes soaram, orientando a população a buscar abrigo em locais seguros, os chamados “safe spots”. “Fomos para um parque aqui na esquina de casa e ficamos esperando. Lá, pudemos ver os brinquedos e as pessoas balançando, tentando se equilibrar por conta dos tremores. Eu fiquei desesperada, com meu filho menor no colo, observando os prédios para ver se os tremores diminuíam”, relatou Flávia.
Após o susto inicial, a jornalista reflete sobre o momento atual de reconstrução e a conexão emocional com o país. “Eu já tenho minha vida atravessada pela Colômbia por tudo. Pela minha família, meus filhos que nasceram aqui, meu trabalho. É inevitável não se abalar com tudo que está acontecendo, porque temos familiares e amigos. É impossível não se conectar com o país”, concluiu Flávia.
Fonte: G1


