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Desafios da Comunicação: Adolescente Surda e Mãe Buscam Entendimento em Casa

Adolescente surda e mãe que não sabe Libras improvisam comunicação em casa

Emillyne, uma jovem de 13 anos, enfrenta obstáculos na comunicação com sua mãe, Monique Rejane, que não possui domínio da Libras, a língua de sinais. Essa barreira torna as conversas cotidianas limitadas, exigindo que ambas improvisem para se entenderem. Emillyne compartilha: “Eu tenho problemas na comunicação porque minha mãe não fala [Libras]. […] Tento explicar e conversar, mas essa barreira acontece porque ela não sabe Libras. Às vezes eu tento falar, mas ela não entende”.

Monique reconhece as dificuldades enfrentadas. Para ela, o conhecimento sobre Libras é restrito a alguns sinais básicos. “Eu vou improvisando. […] Sei o básico do básico: ‘oi’, ‘tudo bem’, ‘está doente’. Só o básico do básico”, explica a mãe. Determinada a se aprimorar, Monique utiliza a internet e aplicativos para aprender novos sinais que ajudem na comunicação com sua filha.

Embora tenha encontrado cursos de Libras voltados para mães, a busca por uma opção que se encaixe em sua rotina tem sido desafiadora. “Ou eu vou para o YouTube para saber as coisas que ela quer, os sinais, ou [uso] o aplicativo”, comenta Monique. A realidade de Emillyne e Monique ilustra a necessidade de maior inclusão e compreensão das necessidades da comunidade surda.

Além das dificuldades em casa, a falta de comunicação adequada também se estende a serviços públicos, como hospitais e delegacias. Klewerson Lopes, vice-presidente da Associação de Surdos de Maceió, destaca que essas barreiras podem comprometer a capacidade de uma pessoa surda de entender informações essenciais, como em um atendimento médico. “Nos setores públicos, como hospital, como é que eu vou mediar essa comunicação? […] Em delegacia também, como é que eu vou ligar se acontece alguma coisa? Será que eles vão entender? Não tem essa comunicação”, alerta.

Klewerson também menciona o desafio que uma pessoa surda enfrenta em situações de emergência. “Se minha casa pegar fogo, como é que eu vou ligar para eles? Como é que eu vou ter um acesso? É impossível. Daqui que eu chegue lá para me comunicar, é difícil”, afirma. No ambiente de trabalho, as barreiras podem surgir desde a entrevista de emprego até as orientações de segurança, colocando em risco a integridade da pessoa surda. “Como é que eu vou ter acesso a essas orientações? E, se acontece um acidente, pela falta de comunicação, posso ser prejudicado”, conclui.

Fonte: G1

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