A intensa disputa eleitoral do segundo turno tem trazido à tona preocupantes episódios de violência política direcionados a candidatos e seus apoiadores. Recentemente, em Montes Claros, Minas Gerais, a vereadora Iara Pimentel, do PT, foi atacada durante uma carreata, sendo atingida no rosto por um objeto, o que exigiu sua remoção do local em uma ambulância do Samu. Informações indicam que o veículo de som em que ela estava foi alvo de garrafas, tijolos e outros itens lançados por manifestantes.
A vereadora expressou sua indignação, afirmando que tal agressão é “incompatível com a democracia” e defendeu a liberdade de expressão política. Ela solicitou uma “investigação rigorosa, apuração dos fatos e responsabilização dos envolvidos”, enfatizando que a violência não deve ser normalizada e que divergências não justificam ataques físicos.
O incidente também foi comentado pela deputada federal eleita Ana Elisa, do PT de Minas Gerais, que considerou a agressão a Pimentel “inadmissível”. Ela reforçou que “a democracia não combina com pedras, ameaças e agressões”, expressando solidariedade à vereadora e pedindo a responsabilização dos culpados. Ana Elisa, que já havia denunciado ameaças de morte e violência, relatou que recebeu ataques constantes nas redes sociais, levando-a a acionar a Polícia Civil.
Diante das ameaças que enfrenta, a deputada foi incluída no Programa Estadual de Proteção de Minas Gerais, uma medida que visa garantir sua segurança. Após votar em São Bernardo do Campo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também comentou sobre a escalada da violência na campanha, defendendo um ambiente democrático onde diferentes opiniões possam coexistir. “A coisa mais sagrada na democracia é a convivência democrática na diversidade”, disse o presidente, referindo-se ao caso da vereadora.
Além dos ataques a candidatos, também surgem relatos de ameaças contra servidores da Justiça Eleitoral. A Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União (Fenajufe) emitiu uma nota de repúdio às intimidações que têm ocorrido desde o primeiro turno das eleições, exigindo a responsabilização dos envolvidos. A União Brasileira de Mulheres do Distrito Federal (UBM-DF) denunciou uma agressão contra sua presidenta, Maria das Neves Filha, e outras integrantes, caracterizando o episódio como violência política de gênero.
Esses eventos ressaltam a urgência de um debate sobre a segurança e o respeito à democracia no contexto eleitoral, onde a violência não pode ser aceita como parte do processo.
Fonte: Agência Brasil


