A advogada Ana Walesca do Nascimento Gomes, de 34 anos, foi vítima de um assassinato em Maceió enquanto caminhava com seu cachorro no bairro Benedito Bentes. Conhecida por sua personalidade tranquila e dedicação ao estudo, Ana estava em plena ascensão em sua carreira na área previdenciária e havia adquirido recentemente um novo apartamento. Amigos a descreveram como uma pessoa pacífica e envolvida com a igreja.
Em uma conversa com o g1, um amigo que optou por permanecer anônimo comentou: “Ela era a pessoa mais pacifista que eu já vi. Super tranquila. Ela tinha um nível de controle muito bom”. Ana foi baleada na Avenida Cachoeira do Meirim na terça-feira (18), quando dois homens em uma motocicleta se aproximaram. O passageiro desceu e disparou contra ela. Apesar dos esforços para salvá-la, a advogada faleceu no Hospital Geral do Estado (HGE).
As autoridades investigam a possibilidade de que Ana tenha sido confundida com a parceira de um traficante local, que possui características físicas semelhantes. Além disso, a polícia está considerando outras hipóteses relacionadas ao crime, mas até o momento ninguém foi detido. Ana Walesca, formada em Direito, era conhecida por sua dedicação aos estudos e tinha recentemente se inscrito para um mestrado na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), onde desenvolveu um projeto focado no sistema prisional e na representatividade da população negra.
A fé também desempenhava um papel importante em sua vida. Segundo seu amigo, Ana frequentava a igreja regularmente e tinha um forte vínculo com a espiritualidade. Nos momentos livres, ela apreciava sair para cafés e praticar atividades físicas. O amigo relembrou que, ao receber a notícia de sua morte pelas redes sociais, ficou em choque: “Quando vi a foto dela, meus olhos pararam. Eu pensei que era alguma homenagem. Quando li a matéria, foi um choque gigantesco”.
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) está analisando várias linhas de investigação sobre o caso. Uma delas investiga se o crime pode estar ligado ao fato de Ana ser filha de um policial civil ou à sua atuação como advogada. A possibilidade de latrocínio também está sendo considerada, embora, segundo a polícia, nada tenha sido roubado da vítima. Até o momento, não há registros recentes de ameaças contra Ana, e a investigação continua com a oitiva de familiares e a análise de seus celulares em busca de pistas sobre a motivação do assassinato.
Fonte: g1


