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Lula desafia Flávio Bolsonaro a apoiar redução da jornada de trabalho

Lula cobra Flávio Bolsonaro sobre apoio ao fim da escala 6x1

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição nas eleições de 2026, convocou o senador Flávio Bolsonaro (PL) a manifestar apoio à proposta de alteração da jornada de trabalho, que prevê a implementação de dois dias de folga por semana sem redução de salários. O desafio foi feito durante uma plenária do Partido dos Trabalhadores, onde Lula expressou seu interesse em acompanhar a posição de seu adversário em relação a essa mudança.

“Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favoravelmente. E desafio ele a pedir para o PL votar favoravelmente”, afirmou Lula, lembrando que Flávio tem se posicionado contrariamente à proposta de redução da carga horária.

Por sua vez, o candidato do PL defende que os trabalhadores devem ter a liberdade de escolher suas próprias jornadas de trabalho. “Nossa proposta é dar liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade e necessidade. Quem quer trabalhar mais vai trabalhar mais, quem quer trabalhar menos vai ter o direito de priorizar outras coisas na sua vida”, explicou Flávio Bolsonaro em uma entrevista recente.

Lula, no entanto, criticou essa abordagem, afirmando que as negociações desse tipo não trariam benefícios reais para os trabalhadores. “Eles estão inventando uma história, como se, em um acordo leonino, o trabalhador tivesse alguma vantagem. Então, nada de aceitar barganha. É reduzir a jornada de trabalho para cinco dias de trabalho e dois de descanso”, destacou o ex-presidente.

Propostas para Segurança Pública

No mesmo evento, Lula também enfatizou a importância da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que visa fortalecer a colaboração entre a União, estados e municípios no combate ao crime organizado. Ele argumentou que a experiência das últimas décadas demonstrou que os estados, agindo isoladamente, não conseguiram lidar com os desafios impostos pela Constituição de 1988.

O ex-presidente defendeu um aumento da presença federal nas questões de segurança, através do fortalecimento da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal. Lula também anunciou planos para transformar 138 unidades prisionais em estabelecimentos de segurança máxima, com o objetivo de desarticular facções criminosas. Além disso, a criação do Ministério da Segurança Pública está entre as prioridades após a aprovação da PEC.

Para resumir sua visão sobre segurança, Lula declarou que sua campanha terá como lema: “Para o povo trabalhador: proteção; para o bandido: prisão”.

Fonte: Agência Brasil

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