A recente eleição de 2026 trouxe mudanças significativas na política de Alagoas, resultando na perda de mandato de três figuras emblemáticas: Renan Calheiros (MDB), Inácio Loiola (MDB) e Paulão (PT). Embora tenham tentado se reeleger, nenhum deles garantiu uma nova vaga para a próxima legislatura, encerrando longas trajetórias políticas no estado.
Com uma carreira de 32 anos no Senado, Renan Calheiros, de 71 anos, foi um dos mais afetados pelo resultado. Ele participou das eleições deste ano, mas obteve apenas 731.045 votos, correspondendo a 22,24% dos votos válidos, terminando em terceiro lugar. As vagas foram conquistadas por Arthur Lira (PP), que recebeu 948.703 votos, e Marina JHC (PSDB), com 926.860 votos. Renan, que foi deputado estadual e federal antes de se tornar senador, ocupou a presidência do Senado em quatro ocasiões e destacou-se como relator da CPI da Covid.
Inácio Loiola, que também viu sua trajetória política chegar ao fim, serviu como deputado estadual por quatro mandatos consecutivos. Natural de Canindé de São Francisco (SE), Loiola já havia sido vereador e prefeito em Piranhas. Nas eleições de 2026, ele não conseguiu renovar seu mandato, obtendo 29.118 votos, ou 1,62% do total, finalizando na 32ª posição entre os candidatos.
Por sua vez, Paulão, que começou sua carreira no movimento sindical, também enfrentou uma eleição difícil. Ele foi vereador e deputado estadual antes de se tornar deputado federal. Com um histórico marcado por disputas judiciais, Paulão não conseguiu retornar à Câmara dos Deputados após a perda de seu mandato em 2026, quando o Tribunal Superior Eleitoral determinou a retotalização dos votos. Ele obteve 63.813 votos, ou 3,55%, mas não foi suficiente para garantir sua reeleição, já que sua federação não conquistou nenhuma das vagas disponíveis no estado.
Essas mudanças sinalizam um novo cenário político em Alagoas, onde novas lideranças poderão surgir para ocupar o espaço deixado por esses veteranos da política.
Fonte: G1


