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Justiça determina bloqueio de contas em sites de apostas após mulher registrar 1.652 transferências

Após 1.652 transferências, mulher consegue na Justiça bloqueio em sites de bets

Uma mulher residente em Maceió obteve uma decisão judicial que resulta no bloqueio de contas em seis plataformas de apostas online. A determinação, proferida pela 5ª Vara Cível da Capital, foi motivada por um total de 1.652 transferências realizadas via PIX em direção a empresas de apostas. O nome da autora não será revelado para proteger sua privacidade.

No processo, a mulher apresentou um laudo psicológico datado de agosto deste ano, atestando o diagnóstico de Transtorno do Jogo, também chamado de ludopatia. O documento, mencionado pelo juiz, indica que a condição resulta em dificuldades para controlar os impulsos de apostar, trazendo sérios danos financeiros e emocionais à autora. A ludopatia é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e possui códigos específicos na Classificação Internacional de Doenças (CID).

A decisão, que tem caráter provisório e foi assinada pelo juiz Maurício César Breda Filho, data de 31 de agosto. O juiz, ao analisar o pedido de urgência, concluiu que havia elementos suficientes para a adoção de medidas imediatas de proteção à mulher, que já havia tentado se autoexcluir das plataformas em julho, mas continuou a receber ofertas e promoções.

As empresas citadas na decisão devem bloquear os cadastros da autora em um prazo de 48 horas a partir da notificação. Entre as empresas obrigadas a cumprir a ordem estão Brilliant Gaming Ltda., Univebet Gaming Ltda., Logame do Brasil Ltda., Brapay Negócios e Participações Ltda., Betwinner Apostas Esportivas Ltda. e BGB Entretenimento Ltda. Além disso, a Justiça proibiu qualquer comunicação comercial com a mulher, incluindo mensagens e ofertas de bônus.

Caso as empresas não cumpram as determinações, poderão ser multadas em R$ 1 mil por dia, com um limite inicial de R$ 50 mil. No entanto, esse valor pode ser elevado em caso de descumprimento reiterado. Outras solicitações feitas pela mulher, como a devolução dos valores apostados e indenização por danos morais, ainda estão pendentes de julgamento.

O juiz também negou, por ora, os pedidos para que as empresas apresentassem documentação adicional e que ofícios fossem enviados a órgãos como a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda e ao Banco Central. Essas questões poderão ser reavaliadas após a defesa das empresas, que serão notificadas a apresentar suas contestações no processo.

Fonte: G1

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