A Polícia Federal está conduzindo uma investigação sobre seis indivíduos relacionados a alegações de irregularidades na aplicação de R$ 97 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev). O foco da apuração recai sobre investimentos feitos em letras financeiras do Banco Master. As ações da PF incluem o cumprimento de oito mandados de busca e apreensão em Alagoas e São Paulo, autorizados pelo ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal.
Entre os investigados estão o ex-diretor-presidente do Iprev e o atual secretário municipal de Fazenda de Maceió, além de outros integrantes da estrutura de governança do instituto. A operação, que ocorreu na última segunda-feira (10), resultou na apreensão de documentos e equipamentos eletrônicos na sede do Iprev. A investigação busca esclarecer o processo que levou à decisão de investimento, abrangendo o credenciamento do banco e os procedimentos de análise de risco.
Os seis envolvidos incluem Ronnie Reyner Teixeira Mota, ex-diretor-presidente do Iprev, que, segundo a PF, autorizou os investimentos sob investigação. Gustavo Antônio Rodrigues de Souza, cunhado de Ronnie e coordenador-geral de Investimentos, também está sob análise devido ao seu papel na avaliação das propostas. Outros investigados incluem Renan Calamia, Marília Alexandre de Lima Alves, Marcelo Brasileiro Santos e João Felipe Alves Borges, que ocupam ou ocuparam cargos relevantes na administração e governança do Iprev.
A investigação se estende além dos investimentos no Banco Master, com a transferência de imóveis públicos para o Iprev, gerando preocupações entre as autoridades. O Maceió Previdência, que já cooperou com as investigações, defende a legalidade de suas operações e destaca um crescimento significativo em seu patrimônio, que passou de R$ 400 milhões em 2021 para mais de R$ 1,6 bilhão atualmente.
Fonte: G1


