O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), emitiu uma ordem na segunda-feira (12) para a remoção de um vídeo que circulava nas redes sociais. O material, que foi erroneamente apresentado como parte de um ato de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, na Avenida Paulista, em São Paulo, na verdade, havia sido filmado em uma ocasião anterior.
No conteúdo, imagens autênticas do evento se misturavam a uma gravação de uma mulher com cabelo vermelho supostamente consumindo uma substância branca, que a campanha de Lula alegou ser uma filmagem realizada no Chile, sem qualquer conexão com o ato na capital paulista. Este vídeo já estava circulando nas redes sociais um dia antes da manifestação brasileira.
A decisão para a remoção do material afeta os perfis do candidato Flávio Bolsonaro (PL), opositor de Lula no segundo turno, do senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC), do influenciador Pablo Marçal e do deputado Rony Gabriel (PL-RS). Bellizze estipulou um prazo de 24 horas para que esses posts sejam excluídos.
O ministro enfatizou que o vídeo poderia confundir os eleitores. Ele também ordenou que a Meta, empresa responsável por plataformas como Facebook e Instagram, removesse o mesmo conteúdo do perfil @sociedadeemfatos, caso o responsável não tomasse a iniciativa de excluí-lo. Bellizze ainda solicitou o envio das informações sobre o administrador da página.
Embora o magistrado tenha atendido parcialmente ao pedido da campanha de Lula ao determinar a retirada do conteúdo enganoso, ele não impôs a multa solicitada pela defesa do candidato. O plenário do TSE deverá realizar uma nova análise do caso.
A Agência Brasil está em busca de contato com os envolvidos para obter comentários sobre a decisão, mantendo a disposição para divulgar suas opiniões.
Fonte: Agência Brasil


