Na última segunda-feira (2), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, não precisa depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. A decisão foi tomada em resposta a um pedido feito por Campos Neto, que alegou que sua presença na CPI poderia prejudicar a condução de investigações em andamento.
O ministro Mendonça argumentou que a convocação do ex-presidente do Banco Central poderia interferir nas atividades do órgão e que, portanto, a sua desobrigação era necessária. Durante a sessão, Mendonça afirmou que “a proteção das investigações é prioridade” e que as circunstâncias atuais não justificam a presença de Campos Neto na comissão.
A decisão foi recebida com reações mistas entre os membros da CPI, que expressaram preocupações sobre a falta de transparência em relação a questões financeiras que a comissão investiga. A CPI tem como foco examinar a atuação de organizações criminosas e seu impacto na economia nacional, e a presença de Campos Neto era considerada importante por alguns parlamentares.
Com essa determinação, o ex-presidente do Banco Central se mantém afastado das pressões que a CPI impõe, enquanto os trabalhos da comissão continuam em andamento. A expectativa é que a CPI prossiga com as investigações e busque outras formas de obter informações relevantes para esclarecer os fatos em questão.
Fonte: Folha de S.Paulo

