O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) anunciou oficialmente a candidatura de Renan Filho ao governo do estado de Alagoas. A decisão foi ratificada durante uma convenção realizada em Maceió nesta quarta-feira (5). Renan Filho, que já ocupa o cargo de senador e foi ministro dos Transportes, disputará a posição de governador pela terceira vez, após ter sido eleito em 2014 e reeleito em 2018. Antes de assumir cargos mais elevados, ele exerceu duas gestões como prefeito de Murici e foi deputado federal.
Durante a convenção, outras candidaturas também foram aprovadas, incluindo Renan Calheiros e José Wanderley, ambos do MDB, que irão concorrer ao Senado. Em sua declaração, Renan Filho ressaltou: “Minha candidatura é a continuação de um projeto exitoso de trabalho por Alagoas. Enquanto o país sofria com a pandemia, inaugurei hospitais como governador. Meu projeto de governo também caminha ao lado do presidente Lula.”
As convenções partidárias são momentos cruciais, onde os filiados se reúnem para definir os candidatos nas eleições. A data limite para essas definições é 5 de agosto, e os registros devem ser enviados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto, com o início oficial da campanha no dia seguinte. Nas eleições deste ano, marcadas para 4 de outubro, os eleitores brasileiros escolherão representantes para os seguintes cargos: presidente, governador, Senado (duas vagas por estado), deputado federal e deputado estadual.
Renan Filho tem uma trajetória política significativa. Formado em economia, começou sua carreira em Murici, onde foi eleito prefeito em 2004 e reeleito quatro anos depois. Após deixar a prefeitura, ele foi eleito deputado federal em 2010. Em 2014, conquistou o governo de Alagoas no primeiro turno e foi reeleito em 2018, também no primeiro turno, governando até abril de 2022. No mesmo ano, ele foi eleito senador e, em janeiro de 2023, assumiu o Ministério dos Transportes no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, deixando o cargo em abril de 2026 para retornar ao Senado.
Apesar de seu histórico político, Renan Filho enfrentou questões relacionadas a investigações sobre doações eleitorais e a construção do Canal do Sertão. No entanto, a Polícia Federal não encontrou evidências suficientes para responsabilizá-lo. Ele afirmou que todas as doações foram realizadas de forma legal e devidamente registradas. Em 2025, o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas considerou improcedente uma acusação de abuso de poder nas eleições de 2022, devido à falta de provas. Ele também foi condenado a pagar uma indenização por danos morais ao prefeito de Maceió, JHC, mas a decisão ainda permite recursos.
Fonte: g1


