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Professor Sentenciado a Sete Anos por Ofensa Racista a Aluno em Maceió

Professor é condenado a 7 anos por comparar aluno a chimpanzé em Maceió

Um educador, cuja identidade não foi revelada, recebeu uma pena de sete anos e três meses de reclusão por injúria racial e corrupção de menores. O caso surgiu após o docente comparar um aluno negro, de apenas 13 anos, a um chimpanzé durante uma aula em uma instituição particular em Maceió. A decisão foi divulgada pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) nesta quarta-feira, 2 de setembro.

Além da prisão, o professor deverá indenizar a vítima em R$ 15 mil. O incidente ocorreu no dia 12 de fevereiro deste ano, em uma escola localizada no bairro Benedito Bentes. A denúncia relata que, durante uma aula destinada ao 8º ano, um aluno exibiu um caderno que tinha a imagem de um chimpanzé na capa. Quando questionado sobre a semelhança do animal, o educador apontou para o aluno, gerando risadas entre os colegas.

Testemunhas presentes na sala de aula corroboraram a versão dos fatos e relataram que a vítima ficou visivelmente abalada. Em um processo disciplinar iniciado pela escola, o professor admitiu ter feito a comparação, mas negou qualquer intenção racista. O adolescente, em seu depoimento, revelou que a situação o afetou profundamente, levando-o a resistir em voltar à escola até saber que o professor havia sido afastado.

O MPAL esclareceu que a acusação de corrupção de menores se deve ao fato de que a ofensa ocorreu na presença de outros estudantes, que participaram da situação. Os promotores consideraram a posição do professor como agravante, uma vez que ele tinha a responsabilidade de proteger e guiar seus alunos. “A escola não pode ser um espaço que reproduza ou normalize o racismo. Educadores têm um papel crucial na criação de um ambiente seguro e respeitoso, livre de discriminação,” declarou o promotor Ricardo Libório.

Em resposta ao ocorrido, o Colégio Fantástico manifestou seu repúdio a qualquer forma de racismo ou discriminação. A instituição anunciou o afastamento do professor de matemática, que não faz mais parte do quadro de funcionários. Além disso, o Conselho Tutelar de Maceió está acompanhando o caso e se colocou à disposição para auxiliar nas investigações.

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