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Peixe Mero, Espécie em Perigo, É Observado no Litoral de Alagoas

Em risco de extinção, peixe raro de 1,20 m é registrado no litoral de Alagoas; VÍDEO

Um exemplar da espécie Epinephelus itajara, conhecida como peixe mero, foi avistado recentemente durante uma expedição científica em Coruripe, localizado no Litoral Sul de Alagoas. Este peixe, que pode atingir até 2,5 metros de comprimento, estava a cerca de 10 metros de profundidade, em um habitat marinho diversificado, repleto de recifes e abrigo natural, características essenciais para a sobrevivência da espécie, que se encontra em risco crítico de extinção no Brasil.

O avistamento foi realizado pelo pesquisador Márcio Lima Jr., do Projeto Meros do Brasil e do Programa de Pós-Graduação em Diversidade Biológica e Conservação da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Em entrevista, ele comentou sobre o planejamento da expedição, que incluiu mapeamento da região com base em informações coletadas de pescadores e mergulhadores profissionais. “Sabíamos que havia chance de encontrar um mero naquele ponto. Ele já estava no local quando descemos e aparentava curiosidade com nossa presença”, afirmou Márcio.

O comportamento do mero é frequentemente descrito como curioso e pouco intimidado. Márcio ressaltou que, apesar de seu grande porte, o peixe geralmente se aproxima de mergulhadores, demonstrando interesse por aqueles que estão no ambiente aquático. O registro de meros em seu habitat natural é motivo de celebração, uma vez que as observações desse tipo têm se tornado cada vez mais raras no estado, especialmente em comparação com décadas passadas.

A vida do peixe mero está intimamente ligada à saúde dos ecossistemas costeiros. Os jovens meros utilizam os manguezais como locais seguros para crescer e se desenvolver, enquanto os adultos se movem para ambientes recifais. Recentemente, a equipe de pesquisa também registrou um juvenil de cerca de 50 centímetros em um recife próximo à costa. Márcio enfatizou que a preservação dos manguezais é fundamental para garantir a continuidade da espécie nos recifes.

O litoral sul de Alagoas é considerado uma área vital para a conservação do peixe mero, com estudos já identificando locais importantes para reprodução e crescimento. O professor Cláudio Sampaio, coordenador do Projeto Meros do Brasil, destacou que o mero possui características biológicas que o tornam vulnerável, como a maturidade sexual tardia, que ocorre aos 6 ou 7 anos. Além disso, a espécie enfrenta ameaças como a degradação ambiental e a pesca excessiva.

Apesar da proteção legal, a captura ilegal de meros continua a ser uma preocupação. Exemplares são frequentemente vendidos sob nomes alternativos, dificultando a identificação. Sampaio argumentou que “o mero vale mais vivo do que morto”, enfatizando a importância do turismo de observação, que pode gerar renda sustentável ao longo do tempo.

O Projeto Meros do Brasil, desenvolvido em parceria com a UFAL Penedo, realiza atividades de pesquisa, monitoramento e educação ambiental. A iniciativa é apoiada por várias unidades de conservação e colaborações com outros projetos voltados para a preservação dos ecossistemas marinhos. Pesquisadores pedem que qualquer avistamento de meros, vivos ou mortos, seja reportado, e reforçam a proibição da pesca e comercialização dessa espécie.

Fonte: G1

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