O delegado José Eymard revelou que as investigações tiveram início em setembro de 2022, após a prisão de suspeitos em Toritama, onde foram apreendidas armas, drogas e veículos roubados. “Logo em seguida, desencadeou a apreensão de mais de duas toneladas de maconha no Sertão pernambucano”, explicou Eymard. A operação culminou na expedição de 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão.
Na região de Pernambuco, os mandados foram cumpridos em diversas cidades, incluindo Recife e Caruaru. A identidade e as idades dos detidos não foram divulgadas pela Polícia Civil. O trabalho foi conduzido pela 7ª Delegacia de Repressão ao Narcotráfico, que também informou que o líder da organização criminosa foi localizado em um condomínio de luxo em João Pessoa, portando armas e um carro de alto valor.
Durante a coletiva, o delegado destacou que a operação resultou na apreensão de celulares e no bloqueio judicial de valores que totalizam mais de R$ 90 milhões, quantia que foi movimentada pelos 16 membros da quadrilha investigados. “Tivemos como parâmetro o somatório que cada um movimentou no período de três anos”, detalhou.
Um dos indivíduos detidos em Sergipe era responsável pela movimentação de aproximadamente R$ 16 milhões. “Ele morava numa casa simples e tinha uma empresa de fachada que não movimentava quantias relevantes, o que indicava que seu objetivo era lavar dinheiro”, afirmou Eymard.
O nome ‘Teia’ foi escolhido devido à complexa rede de interconexões entre os membros da quadrilha. O delegado ressaltou que um dos envolvidos, com histórico criminal por tráfico, era um dos principais beneficiários da operação, recebendo valores significativos. “Ele já tinha três mandados de prisão em aberto nesse mesmo sentido”, completou.
As investigações contaram com a colaboração da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco e do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro, além do suporte das Polícias Civis dos outros estados envolvidos na operação.
Fonte: G1

