Uma investigação de autoridades federais e estaduais revelou um esquema criminoso que usava dados de pessoas em situação de extrema vulnerabilidade para contratar empréstimos de forma fraudulenta junto à Caixa Econômica Federal. As vítimas, muitas vezes sem qualquer conhecimento dos contratos, eram pessoas com baixa instrução, problemas de saúde ou dependência social.
Segundo as apurações, o grupo identificava essas pessoas, facilitava a abertura de contas e a liberação de crédito consignado ou pessoal, explorando a fragilidade social para movimentar dinheiro ilegalmente.
O caso levou ao afastamento cautelar de um gerente da instituição, suspeito de ignorar inconsistências cadastrais e facilitar a aprovação dos contratos. A Caixa informou que colabora com as investigações.
Um empresário do setor de intermediação financeira foi preso preventivamente, apontado como o articulador do esquema e responsável pela captação das vítimas e pela liberação dos empréstimos.
O ponto mais grave da operação envolve a investigação de mortes de pessoas usadas como “laranjas”. Familiares relataram surpresa ao descobrir dívidas e contratos ativos em nome das vítimas após seus falecimentos. As autoridades apuram se há relação entre o endividamento indevido, a vulnerabilidade social e os óbitos registrados.
A Operação Contrato Final segue em andamento, com novas diligências e análises de documentos, e pode ter novos desdobramentos.

