O nutricionista e fisiculturista Levy Bonfim, que foi atropelado enquanto corria em Arapiraca, quase sofreu uma lesão na medula que poderia resultar em tetraplegia. A informação foi revelada pela esposa de Levy, a médica Fernanda Vasconcelos, em uma entrevista ao g1 nesta sexta-feira (31).
De acordo com Fernanda, Levy fraturou algumas vértebras, incluindo algumas na região cervical, mas felizmente a medula não foi afetada. Ele se encontra consciente e consegue mover tanto os braços quanto as pernas, sem apresentar déficits motores. “Foi uma lesão delicada, que por pouco não provocou uma lesão medular. Se tivesse atingido a medula, poderia tê-lo deixado tetraplégico, e não paraplégico”, enfatizou a médica.
Fernanda também esclareceu rumores que circularam nas redes sociais, que afirmavam que a medula estava a apenas um centímetro de ser atingida. “Essa informação de um centímetro não procede. Foi uma lesão importante e que, por pouco, não atingiu a medula, mas não foi exatamente um centímetro”, afirmou.
Levy foi transferido para o Hospital Veredas, em Maceió, onde passará por uma cirurgia na coluna cervical em duas etapas. A primeira fase do procedimento está agendada para segunda-feira (3), enquanto a segunda será programada posteriormente pela equipe médica, que considera a cirurgia delicada. “O prognóstico é bom. Geralmente, os pacientes evoluem bem. Ele está consciente e não correu risco de morte”, destacou Fernanda.
Além das fraturas na cervical, Levy também sofreu lesões no pé e na bacia, que não requererão cirurgia e serão monitoradas pelos médicos. Exames adicionais revelaram a presença de um hematoma epidural na região craniana, que não necessitará de intervenção cirúrgica, pois está sendo reabsorvido pelo corpo, conforme explicou a médica.
O atropelamento ocorreu entre 6h e 6h30 da última terça-feira (28), quando Levy atravessava a Avenida Ceci Cunha, no bairro Itapoã. O incidente foi registrado por um amigo que acompanhava a corrida. Após o impacto, Levy foi arremessado e recebeu atendimento inicial de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que o levou ao Hospital de Emergência do Agreste (HEA) antes de sua transferência para Maceió.
O motorista do veículo envolvido, um BYD Dolphin Mini branco, se apresentou à Delegacia de Acidentes e Delitos de Trânsito em Arapiraca. Após prestar depoimento, ele foi liberado. Fernanda relatou que amigos da família estão atentos aos desdobramentos legais do caso, e expressou preocupação com o fato de o motorista não ter prestado socorro após o atropelamento. A Polícia Civil está analisando imagens de câmeras de segurança para elucidar a dinâmica do acidente.
Fonte: g1


