O Ministério Público de Alagoas (MP-AL) anunciou, nesta terça-feira (18), que uma mulher detida junto com seu pai e outra pessoa sob suspeita de fraudar o concurso da Guarda Civil de Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió, já participava do curso de formação e residia no alojamento da corporação. O pai da suspeita, que foi capturado em Pernambuco, também havia sido aprovado nas provas objetivas do certame, mas não conseguiu passar no Teste de Aptidão Física (TAF). Os nomes dos envolvidos não foram revelados pelo MP-AL.
A operação, que resultou na prisão dos três indivíduos e no cumprimento de oito mandados de busca e apreensão, foi realizada em colaboração com o Ministério Público de Pernambuco (MP-PE). Conforme informações do MP-AL, as prisões ocorreram em locais distintos, incluindo Rio Largo (AL), Camaragibe (PE) e Igarassu (PE).
De acordo com as investigações, duas das pessoas detidas têm histórico criminal, com prisões anteriores por crimes relacionados a fraudes em concursos públicos. Os nomes delas também não foram divulgados. Durante a ação, os Ministérios Públicos apreenderam dispositivos eletrônicos, uma arma e documentos, que agora passarão por análise das equipes encarregadas da investigação.
As apurações revelaram que os suspeitos utilizavam uma variedade de táticas e ferramentas eletrônicas para manipular os concursos, visando beneficiar candidatos específicos. O promotor de Justiça Kleber Valadares afirmou que a análise dos materiais coletados deverá ajudar na identificação e organização de novas evidências, além de aprofundar as informações já obtidas pelos MPs.
“A expectativa é de que os dados e os depoimentos também possam revelar outras conexões entre os investigados e esclarecer a dinâmica utilizada pela organização para a prática das fraudes”, disse Valadares. O nome da operação, Babet, faz alusão a um personagem da obra “Os Miseráveis”, de Victor Hugo, que é descrito como alguém que se utiliza de fraude e disfarce para enganar os outros.
Fonte: G1


