Waldynha Sonny Syllva, mãe de Fabrício Duarte, jovem de 25 anos natural de Olivença, Alagoas, fez um apelo comovente para que o corpo do filho, que perdeu a vida na Ucrânia, seja trazido de volta ao Brasil. O combate que resultou na morte de Fabrício ocorreu no último sábado (10), enquanto ele atuava como combatente estrangeiro. Em um vídeo divulgado, ela expressou sua gratidão pelas mensagens de apoio recebidas e compartilhou a profunda dor da perda.
Em seu relato, Waldynha revelou que a última comunicação com o filho aconteceu na quinta-feira (8), quando ele enviou uma mensagem de voz prometendo retornar para casa. “Eu só queria ter meu filho de volta. Fabrício concluiu um curso militar na França e voltou à Ucrânia para participar de combates. Ele me contou que estava em sua última missão e havia me dito que voltaria para casa. Infelizmente, meu filho foi atingido em um ataque com drone, quando retornava da missão. Está doendo muito”, lamentou a mãe.
A família já se comunicou com a embaixada brasileira na Ucrânia em busca de informações sobre a repatriação do corpo de Fabrício. Segundo Waldynha, uma resposta estava prevista para o dia 12 de setembro, em relação à viabilidade do transporte para o Brasil, enquanto a família busca meios de custear o traslado.
No vídeo, ela também fez um alerta direcionado a outros jovens brasileiros, recomendando que considerem as consequências antes de se envolverem em conflitos armados fora do país. A situação da guerra na Ucrânia, que já causou inúmeras perdas, é um tema de preocupação constante.
O conflito na Ucrânia remonta a questões complexas envolvendo a história do país e sua relação com a Rússia, com tensões que datam de 2014 e culminaram na invasão russa em 2022. A guerra resultou em um grande número de vítimas e deslocamentos, além de impactar gravemente a infraestrutura e os serviços essenciais da região.
A guerra continua ativa, com combates intensos e tentativas de negociação de uma trégua, mas sem um acordo de paz definitivo até o momento. As consequências humanitárias permanecem devastadoras, com milhões de pessoas afetadas e a necessidade de ajuda internacional cada vez mais urgente.
Fonte: G1


