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Lula defende o Pix e critica preocupações dos EUA com sistema de pagamento brasileiro

Lula defende Pix e diz que sistema brasileiro assusta norte-americanos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou, em evento realizado em Catalão (GO), sua defesa ao sistema de pagamento instantâneo Pix, afirmando que ele se mostra mais eficiente em comparação a soluções oferecidas por empresas norte-americanas. Lula destacou que o Brasil não deve ser considerado “uma republiqueta de banana” e enfatizou as vantagens do sistema nacional.

A reação negativa do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) ao Pix, que argumenta que o sistema prejudica empresas como MasterCard e Visa, foi um ponto central na fala do presidente. Segundo a USTR, o Pix, que opera com uma infraestrutura pública e gratuita, tem movimentado quantias superiores às das tradicionais bandeiras de cartões de crédito.

“O Pix assusta eles”, comentou Lula, revelando que sugeriu ao então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a adoção de um sistema semelhante em seu país. Ele reforçou que a principal preocupação dos americanos é a possibilidade do Pix impactar suas operadoras de cartão no Brasil, afirmando que “o Pix vai acabar mesmo, porque o Pix é de graça e é público e ninguém paga nada”.

O relatório da USTR, que foi divulgado recentemente, resulta de uma investigação que durou um ano, conduzida durante a gestão de Trump, sobre alegadas práticas comerciais desleais do Brasil. O documento sugere, entre outras medidas, a imposição de uma tarifa de 25% sobre determinados produtos brasileiros.

O governo e as empresas brasileiras afetadas terão até o dia 15 de julho para se posicionar sobre as conclusões do USTR, após o que os Estados Unidos poderão implementar “medidas corretivas” em relação ao Brasil.

Em um tom crítico, Lula também mencionou que a postura dos EUA é precipitada, especialmente considerando que já existia uma negociação em andamento entre os dois países. Ele recordou que, em maio, foi acordado um prazo de 30 dias para alcançar um entendimento sobre questões comerciais durante uma reunião na Casa Branca, onde apresentou dados que evidenciam a relação comercial favorável dos Estados Unidos em relação ao Brasil nos últimos anos.

“Você me deve uma reunião e eu devo uma para você, porque nós demos 30 dias para os nossos ministros negociarem”, enfatizou Lula, pedindo um contato de Trump para discutir a situação atual e as razões por trás da recomendação da USTR.

Fonte: Agência Brasil

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