O jovem de 19 anos identificado nas imagens de uma câmera de segurança como o autor de um ataque contra uma mulher de 26 anos em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, compareceu espontaneamente à Delegacia da Mulher após ser reconhecido por colegas e pela própria namorada. Segundo a delegada responsável pelo caso, Daniela Novaes, o rapaz negou ter cometido violência ou tentativa de beijo forçado.
Durante o depoimento, ele afirmou que teria apenas tentado “tocar a cintura” da vítima porque imaginou que ela reagiria positivamente, mas decidiu correr quando percebeu que ela não corresponderia. A versão apresentada, no entanto, foi descartada pela polícia, já que as imagens mostram uma abordagem abrupta e toques no corpo da mulher sem qualquer consentimento.
Inquérito aponta crime de estupro
A Polícia Civil encerrou a investigação classificando o episódio como estupro, e não como simples importunação sexual. Apesar de não ter havido penetração, a delegada destacou que a agressão física e o contato íntimo sem autorização caracterizam o crime previsto no artigo 213 do Código Penal.
Como o suspeito se apresentou após o período de flagrante, ele responderá ao processo em liberdade. A identidade dele não foi informada pelas autoridades.
A pena para estupro no Brasil varia de 6 a 10 anos de reclusão, podendo aumentar para até 12 anos quando há lesão corporal grave ou quando a vítima é menor de idade.
Ataque ocorreu após vítima deixar a filha na escola
A mulher relatou que retornava para casa depois de deixar a filha em uma instituição de ensino quando percebeu que estava sendo seguida. Mesmo notando que o homem caminhava atrás dela por alguns quarteirões, não sentiu medo inicial, pois ele aparentava estar distraído no celular.
O vídeo que registrou o crime mostra:
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A vítima subindo a rua enquanto o agressor a acompanha de perto;
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O momento em que o jovem acelera o passo, agarra o braço dela e puxa seu vestido;
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A reação de susto da mulher, que tenta se desvencilhar;
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A tentativa do agressor de beijá-la à força;
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A luta da vítima para se soltar até conseguir escapar;
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A fuga do suspeito logo após a resistência dela.
Relato da vítima
Em entrevista à TV Integração, a jovem contou que percebeu os passos acelerando atrás de si e tentou correr. Não conseguiu. Ela afirma que foi agarrada pelo pescoço e tocada por baixo do vestido.
“Comecei a gritar e a perguntar quem ele era. Ele ainda me olhou, me deu um beijo no rosto e saiu correndo”, relatou.
A vítima registrou boletim de ocorrência e afirmou não conhecer o agressor.

