O ex-presidente Jair Bolsonaro, que está internado em um hospital particular de Brasília, apresentou uma piora em seu quadro de saúde, segundo informações divulgadas neste domingo (15). Apesar de ter mostrado sinais de melhora na função renal nas últimas horas, houve um aumento nos marcadores inflamatórios no sangue, o que levou os médicos a intensificarem o uso de antibióticos em seu tratamento.
Bolsonaro encontra-se na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde a manhã de sexta-feira (13), onde recebe cuidados para tratar uma broncopneumonia bacteriana bilateral. O boletim médico emitido pela equipe de saúde indica que, embora seu estado clínico seja estável, ainda não há previsão para sua alta da UTI. A equipe médica também aumentou a frequência da fisioterapia respiratória e motora como parte do tratamento.
Além disso, Bolsonaro está cumprindo uma pena de 27 anos e 3 meses na Papudinha, parte do Complexo Penitenciário da Papuda, em decorrência de tentativas de golpe de Estado e outros crimes. Na última sexta-feira, ele foi encaminhado ao Hospital DF Star após apresentar sintomas como febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.
A equipe médica responsável pelo tratamento inclui especialistas como o cirurgião-geral Cláudio Birolini e os cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado. Eles estão monitorando de perto a condição de saúde do ex-presidente, conforme detalhado no boletim médico.
Visitas e segurança
Em uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) divulgada na sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a presença da esposa de Bolsonaro, Michelle, no hospital, assim como a visita de seus filhos e enteada. Moraes também determinou que a segurança do ex-presidente seja garantida pelo Núcleo do Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, com vigilância constante no local.
Além disso, foi estabelecido que a entrada de dispositivos eletrônicos, como celulares e computadores, é proibida na unidade hospitalar, exceto para equipamentos médicos necessários ao tratamento.
Fonte: Agência Brasil

