O Instituto de Pesquisa, Planejamento e Licenciamento Urbano e Ambiental de Maceió (Iplam) promoveu uma nova reunião na Câmara Municipal para discutir o novo Plano Diretor da cidade. Durante a apresentação, os vereadores tiveram a oportunidade de esclarecer dúvidas sobre a legislação que visa transformar Maceió em uma cidade mais eficiente e integrada. O secretário-presidente do Iplam, Alessandro Lemos, enfatizou que a principal meta do Plano é desenvolver uma Maceió compacta e funcional, incentivando a revitalização de imóveis abandonados em áreas já urbanizadas.
A diretora técnica do Iplam, Paula Rangel, destacou os bairros que serão priorizados nesse processo. Esses locais estão situados nas Zonas de Adensamento Controlado (ZACs), que incluem regiões como a orla marítima, Farol, Jacintinho e Cruz das Almas, estendendo-se até Santa Lúcia e Antares. Embora outras áreas também possam ser desenvolvidas, elas estarão sujeitas a regulamentações distintas.
Regiões como o Centro e Jaraguá foram mencionadas na reunião devido ao seu status como Zonas Especiais de Preservação Cultural, com o interesse tanto da Prefeitura quanto da Câmara em promover sua revitalização. Alessandro Lemos ressaltou a importância de criar bairros autossuficientes, que ofereçam infraestrutura adequada para residências e comércios, minimizando a necessidade de deslocamentos diários. “Os bairros autossuficientes são necessários para que a cidade não colapse. É sempre interessante ver outras cidades onde isso já acontece, mas pensando que tipo de cidade a gente quer”, afirmou.
Este encontro marca o início das discussões sobre o novo Plano Diretor na Câmara Municipal, que também será abordado em audiências públicas. Atualmente, o texto está sendo analisado pela Comissão de Constituição e Justiça.
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