A Polícia Científica de Alagoas divulgou, nesta quinta-feira (5), que o ônibus que capotou no sertão alagoano, resultando na morte de 16 pessoas, estava em boas condições mecânicas. O trágico incidente ocorreu na AL-220, no Povoado Caboclo, em São José da Tapera, e deixou ainda onze feridos que seguem hospitalizados. O exame realizado pelo Núcleo de Identificação Veicular do Instituto de Criminalística de Maceió foi fundamental para essa conclusão.
O perito criminal Nivaldo Cantuária, que esteve no local do acidente na última terça-feira (3), detalhou: “Como a suspensão a ar estava baixa, reduzindo a altura do veículo em relação ao solo, foi preciso retornar com o auxílio de um caminhão-guincho para inspecionar os sistemas de freio e de suspensão. Todos os pneus apresentavam banda de rodagem adequada para o uso rodoviário. Portanto, não foi constatado nenhum problema de ordem mecânica.”
O laudo final, que incluirá todos os aspectos técnicos do acidente, será enviado à delegacia encarregada da investigação. O delegado Diego Nunes realizará uma coletiva de imprensa ainda nesta quinta-feira, com início previsto para as 11h30.
O acidente ocorreu enquanto o ônibus transportava romeiros de Juazeiro do Norte (CE) para Alagoas, durante a Romaria de Nossa Senhora das Candeias. A prefeitura de Juazeiro do Norte expressou seu pesar pela tragédia e ofereceu apoio às famílias afetadas. Inicialmente, 15 pessoas foram encontradas sem vida no local do capotamento, enquanto uma criança de 4 anos faleceu após receber atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento de Santana do Ipanema.
Em nota, a ANTT informou que o ônibus de placa JJB3D75 não estava devidamente registrado, faltando habilitação e certificado de segurança veicular. O prefeito de Coité do Nóia, Bueno Higino Filho, contestou essas informações, afirmando que o veículo foi contratado legalmente por meio de licitação.
Os funerais de cinco das vítimas ocorreram em um ginásio poliesportivo de Coité do Nóia, onde amigos e familiares se reuniram para prestar suas últimas homenagens. Os corpos foram posteriormente levados para as comunidades de origem das vítimas, localizadas nas áreas de Salgado, Vassouras e Alagoinhas. A TV Asa Branca Alagoas reportou que o corpo de uma menina de 5 anos foi velado na casa da família, no Povoado Vassouras.
Fonte: G1

