Elenita da Silva, de 71 anos, enfrenta dificuldades de locomoção devido a uma recente cirurgia no joelho direito. Ela exerceu seu direito de voto na maior zona eleitoral do Distrito Federal, em Águas Claras, e precisou de uma bengala para chegar à urna. Apesar de considerar não ir às urnas desta vez, refletiu e decidiu que era importante sua presença. “Acho importante que todas as pessoas exerçam [o direito ao voto] porque só assim a gente pode mudar alguma coisa”, afirmou.
Além de Elenita, Valdeci Camargo Bezerra, de 81 anos, também desafiou suas limitações para votar. Considerado parte dos “super idosos”, ele lidou com a mobilidade reduzida devido a um tratamento de câncer, mas não deixou de exercer seu direito cívico. “A gente precisa votar, a gente tem que defender o nosso Brasil. Não dá pra deixar para depois”, declarou.
A professora aposentada Lucilda de Oliveira, de 76 anos, também compareceu às urnas. Ela destaca que vota pelos direitos das futuras gerações. “Eu pedi a Deus mais essa chance de votar porque eu respeito e amo meu país”, comentou. Quando questionada sobre suas expectativas em relação aos novos governantes, ela afirmou que não precisa de políticas específicas, mas deseja que os eleitos sejam “honestos e tenham caráter”.
Jovens exercem seu direito ao voto
No coração da capital, Cecília Borgato, de 17 anos, votou pela primeira vez e enfatiza a importância da participação juvenil nas decisões políticas. “Votei em candidatos que têm compromisso com a tarifa zero, com as cotas, que são coisas que eu acredito”, expressou.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que 1,6 milhão de jovens entre 16 e 17 anos se registraram para votar nas eleições de 2026, uma queda em relação ao número de 2022, quando 2,1 milhões se inscreveram. Essa diminuição ocorre em um cenário onde a população jovem também registrou uma queda menor de 5,6%.
Maria Clara, que tirou seu título de eleitor aos 16 anos para votar em 2022, espera que outros jovens se engajem no processo democrático. “O Brasil depende das nossas escolhas, das nossas decisões. Se você se abstém, você abre mão de fazer essa escolha”, concluiu.
Fonte: Agência Brasil


