O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), permitiu que Renan Filho, candidato ao governo de Alagoas pelo MDB, utilize informações sobre as aplicações do Instituto de Previdência de Maceió (Iprev) no Banco Master em sua propaganda eleitoral. A decisão foi emitida na última terça-feira (29) e pode ser contestada. Essa autorização ocorre em meio a uma investigação que analisa a segurança e a governança das aplicações realizadas.
As aplicações do Iprev no Banco Master estão sob a mira da Polícia Federal, que, em agosto de 2026, executou oito mandados de busca e apreensão em Alagoas e São Paulo para apurar possíveis irregularidades. O caso envolve investimentos de fundos de previdência de estados e municípios, com questionamentos sobre os critérios utilizados nas aplicações financeiras.
Na propaganda, Renan Filho relaciona a imagem de João Henrique Caldas, conhecido como JHC, candidato do PSDB ao governo de Alagoas e ex-prefeito de Maceió, às alegações de irregularidades financeiras. O g1 procurou a assessoria de JHC, que se comprometeu a investigar a situação.
A decisão de Gilmar Mendes revoga parcialmente uma liminar do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), que havia decidido que a forma como a propaganda foi apresentada conferia um “significado adicional não sustentado pelas fontes”. O TRE-AL anteriormente havia proibido a veiculação do vídeo e concedido a JHC o direito de resposta no horário eleitoral gratuito.
Além disso, a Polícia Federal investiga duas aplicações feitas entre 2023 e 2024 em Letras Financeiras, que totalizam R$ 97 milhões e têm vínculos com o Banco Master. Seis indivíduos estão sendo investigados por suspeita de irregularidades, incluindo o ex-diretor-presidente do Iprev, o coordenador-geral de investimentos e integrantes da governança do instituto.
O Iprev de Maceió declarou em nota que está colaborando com as investigações e que seguiu todos os procedimentos legais nas operações financeiras. O patrimônio do instituto aumentou de aproximadamente R$ 400 milhões, em 2021, para mais de R$ 1,6 bilhão atualmente, assegurando o pagamento a aposentados e pensionistas.
Fonte: g1


