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Flávio Bolsonaro é impedido de deixar o Brasil e deve entregar passaportes

Moraes manda Flávio entregar passaporte e o proíbe de deixar o país

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu nesta segunda-feira (26) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) não pode deixar o Brasil. Como parte da determinação, o parlamentar deve entregar seus passaportes à Polícia Federal (PF). A medida é uma sequência de investigações em curso que envolvem Flávio e seu advogado, Willer Tomaz.

Embora a decisão esteja sob sigilo, Flávio Bolsonaro compartilhou a informação em suas redes sociais. “Hoje de manhã, eu fui visitar meu pai. Quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele e, no meio da rua, eu fui intimado a entregar meus passaportes e também estou proibido de deixar o país”, relatou o senador.

A última ordem de Moraes é parte de um processo mais amplo em que Willer Tomaz também é investigado por possíveis crimes relacionados à lavagem de dinheiro, especialmente em transações ligadas a apostas. Recentemente, o ministro determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões dos ativos do advogado.

De acordo com informações preliminares da Polícia Federal, Flávio é suspeito de estar vinculado a recursos oriundos da Alcazar Holdings, uma empresa localizada na Ilha da Madeira, em Portugal, que está sob investigação. O senador, por sua vez, critica a decisão de Moraes, questionando a justiça da medida.

Controvérsia familiar

Flávio atribui a decisão a uma declaração de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que atualmente se encontra nos Estados Unidos, onde possui um mandado de prisão em aberto no Brasil. Eduardo havia sugerido, em uma fala do ano passado, que Flávio deveria considerar sair do país caso não tivesse sucesso nas eleições.

O senador expressou sua indignação: “Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é justiça? Essa decisão foi tomada no domingo à noite, logo depois do resultado da eleição. Se eu tivesse ganhado as eleições, iria acontecer a mesma coisa?”, questionou Flávio, demonstrando sua insatisfação com a situação.

Eduardo Bolsonaro, por sua vez, já enfrentou condenações que incluem quatro anos de prisão por sua participação em ações que visavam sancionar autoridades brasileiras e interferir em políticas de comércio exterior, relacionadas ao governo de seu pai, Jair Bolsonaro, no contexto de um processo mais amplo de alegações de golpe.

Fonte: Agência Brasil

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