Após receberem autorização do ministro do STF Alexandre de Moraes para visitar Jair Bolsonaro, seus filhos Flávio e Carlos Bolsonaro voltaram a se manifestar publicamente contra a prisão preventiva decretada no último sábado (22). Eles reforçaram a defesa do ex-presidente, alegando perseguição política e demonstrando apreensão quanto ao estado de saúde dele.
Durante conversa com jornalistas, o vereador Carlos Bolsonaro classificou a medida como injusta e exagerada, chegando a descrevê-la como forma de “perseguição” e até “tortura”. Segundo ele, fatores externos poderiam influenciar em uma eventual absolvição do pai. Carlos também comentou o episódio envolvendo a tornozeleira eletrônica, afirmando que relatos da imprensa mostrariam que Bolsonaro não estava “em condições normais” no momento da suposta violação. “Se ele realmente quisesse fugir, teria feito de maneira direta, não daquele jeito”, declarou.
Flávio Bolsonaro cobra cuidados médicos e faz críticas indiretas a Moraes
O senador Flávio Bolsonaro também voltou a se posicionar, defendendo que o ex-presidente receba tratamento adequado durante o período de detenção. Ele afirmou que desde o atentado sofrido durante a campanha eleitoral de 2018 a saúde do pai se deteriorou e insinuou que qualquer agravamento seria responsabilidade de “uma única pessoa”, em referência indireta ao ministro Alexandre de Moraes. Declaração semelhante já havia sido feita por Flávio em transmissão ao vivo no dia 22.
Após a visita, o senador relatou que Bolsonaro segue focado em reafirmar sua inocência nas investigações em andamento.
Regras para visitas e acompanhamento médico
O acesso a Bolsonaro está limitado a duas visitas familiares por dia, sempre de forma individual e com duração máxima de 30 minutos. Os encontros podem ocorrer às terças e quintas-feiras, das 9h às 11h, conforme ordem alfabética definida pela administração responsável.


