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Estudantes Assumem Papel Central em Momento Crítico para a Democracia Brasileira, Afirma UNE

Estudantes retomam protagonismo em momento decisivo no país, diz UNE

A inquietação em relação ao futuro do Brasil e a proteção das instituições democráticas, especialmente com a aproximação do segundo turno das eleições presidenciais, está levando o movimento estudantil a retomar as ruas. Milhares de jovens têm se mobilizado em várias cidades para defender a democracia, promover a educação pública e se manifestar sobre as propostas dos candidatos.

Na entrevista concedida à Agência Brasil, a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bianca Borges, enfatiza a importância do papel dos universitários e secundaristas nas manifestações que estão ocorrendo em todo o país. A dirigente recorda a tradição dos estudantes brasileiros em momentos decisivos da história política nacional, desde a luta contra a ditadura militar até as mobilizações por diretas, pelo impeachment de Fernando Collor e contra o governo de Jair Bolsonaro.

“Neste momento, nós vemos não só uma eleição em jogo, mas verdadeiramente o futuro do nosso país em risco”, afirmou Bianca, ressaltando a preocupação com a possível ascensão de um governo autoritário que se opõe à educação e representa um retrocesso significativo.

A presidente da UNE também destaca os desafios enfrentados pelas universidades públicas, como a falta de financiamento adequado e a necessidade de aumentar a assistência estudantil, para garantir que alunos de baixa renda consigam concluir seus cursos. Ela relaciona a luta pela democracia com a valorização da educação pública e a melhoria das condições de vida da juventude e da classe trabalhadora.

“Os estudantes se levantam pelos direitos, pela educação, pela soberania e pela democracia brasileira diante dessa ameaça. Isso é da própria vocação dos estudantes brasileiros, desde a fundação da UNE tem sido assim”, enfatizou.

Na última sexta-feira, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou o pedido da campanha do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) para restringir publicações nas redes sociais de 54 dirigentes de sindicatos, movimentos sociais e entidades estudantis, incluindo a UNE.

Bianca Borges, estudante de letras e presidente da UNE, destaca que a mobilização estudantil vai além do contexto eleitoral e que a participação coletiva é essencial para transformar reivindicações em direitos. O engajamento político, segundo ela, não deve ser limitado a períodos eleitorais, mas sim uma constante na vida dos jovens.

“Esse levante começou pelas universidades. Logo após o resultado do primeiro turno, o primeiro ato foi na UFF, onde mais de mil estudantes se reuniram e decidiram ir para as ruas”, contou Bianca, ressaltando a união entre estudantes universitários e secundaristas nos protestos.

Entre as principais demandas dos estudantes, Bianca menciona o combate ao subfinanciamento das universidades e a defesa de uma educação pública que não perca seu caráter crítico e emancipador. “As universidades têm um papel fundamental na formação cidadã e no engajamento político”, acrescentou.

Bianca também critica as propostas de Flávio Bolsonaro em relação à educação, que, segundo ela, visam desmantelar as instituições de ensino. “O retrocesso no financiamento da universidade faz parte de um projeto de desmonte dela”, afirmou, destacando a importância de um financiamento robusto para garantir a permanência dos estudantes de baixa renda.

“O apoio ao presidente Lula representa a possibilidade de barrar o retorno do bolsonarismo ao poder. A vitória do Lula fortalecerá a democracia e a soberania do Brasil”, concluiu Bianca, enfatizando que a luta dos estudantes por uma educação de qualidade e por direitos deve continuar, independentemente do resultado das eleições.

Fonte: Agência Brasil

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