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Escritores de Alagoas, Paraíba e DF se destacam no Prêmio Sesc de Literatura 2026

Escritores de Alagoas, Paraíba e DF vencem o Prêmio Sesc de Literatura 2026; confira as obras
Na última quarta-feira (19), o Prêmio Sesc de Literatura anunciou os vencedores da edição 2026, revelando um grande destaque para autores de Alagoas, Paraíba e Distrito Federal. Os laureados incluem Guilherme de Miranda Ramos, Anacã Agra e Mariana do Nascimento Ramos, que conquistaram prêmios em suas respectivas categorias.
Este ano, a competição alcançou um marco histórico com um total de 2.969 inscrições, divididas entre 1.203 obras de poesia, 960 romances e 806 livros de contos. Guilherme de Miranda Ramos, natural de Maceió, foi o vencedor na categoria poesia com sua obra “A geografia do desconforto”, enquanto Anacã Agra, da Paraíba, levou o prêmio na categoria conto com o livro “A replicação do sangue”. Por sua vez, Mariana do Nascimento Ramos, do Distrito Federal, triunfou na categoria romance com “A vontade das coisas mortas”.
As obras foram avaliadas por um seleto grupo de especialistas, incluindo nomes como Maria Esther Maciel e Itamar Vieira Junior, que contribuíram para a escolha dos vencedores. O Prêmio Sesc de Literatura tem como missão promover novos talentos, direcionando seu foco a autores que ainda não publicaram livros na categoria em que concorram. Além da publicação de suas obras pela Editora Senac Rio, os vencedores recebem um prêmio em dinheiro de R$ 30 mil.
“Para esse livro eu saí da minha zona de conforto e experimentei formatos que antes eu não tinha coragem. Estou ansioso para encontrar outros escritores, trocar experiências com essas pessoas e ser fonte de inspiração para que eles não desistam dos seus sonhos, como eu não desisti do meu”, compartilhou Guilherme sobre sua obra premiada.
Anacã Agra, que explora tragédias humanas em “A replicação do sangue”, comentou: “Uma semana antes de receber a notícia do prêmio, eu pensei em desistir de publicar. Faz mais de 30 anos que eu produzo e ainda não havia conseguido um ‘sim’. Agora eu não desisto mais.” Sua obra reflete tanto experiências pessoais quanto narrativas inspiradas por eventos da atualidade.
Mariana, por sua vez, traz à tona em “A vontade das coisas mortas” a história de Bruna, uma professora de Literatura que tenta se reerguer após um massacre escolar. “Procurei falar com lirismo e ternura, tratando a violência de forma silenciosa e que se entranha nas relações e nas coisas. Estou ansiosa para ver qual vai ser a percepção do público sobre a história”, afirmou a autora.

Fonte: Nome da fonte

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