No último sábado, 15 de agosto, o panorama eleitoral de Alagoas para as eleições de 2026 tomou forma definitiva, com importantes mudanças nas candidaturas às principais posições. A definição de JHC (PSDB) como candidato ao governo, a escolha do vice de Renan Filho (MDB) e a retirada de Alfredo Gaspar (PL) da corrida pelo Senado foram os destaques que moldaram as alianças políticas até o fechamento dos registros.
Os partidos e coligações tiveram até às 19h do dia 15 para apresentar suas candidaturas à Justiça Eleitoral. Naquele momento, a plataforma DivulgaCandContas já listava as candidaturas de Lenilda Luna (UP) e Márcio Jambo (Democrata) para o governo, com Jardel Queiroz (UP) e Jaudinete Pontes (Democrata) como vices. Para o Senado, os nomes de Alexandre Fleming (UP) e Davi Davino Filho (Republicanos) já estavam registrados.
Com isso, a disputa pelo governo de Alagoas ficou com quatro chapas registradas. JHC (PSDB), da coligação Alagoas Gigante, escolheu Célia Rocha (PSDB) como sua vice. Lenilda Luna (UP) terá Jardel Queiroz (UP) como vice, enquanto Márcio Jambo (Democrata) contará com Jaudinete Pontes (Democrata). Renan Filho (MDB), da coligação Pra Alagoas Fazer História de Novo, terá Yale Barbosa como candidato a vice-governador.
No cenário do Senado, sete nomes foram registrados, incluindo Alexandre Fleming (UP), Davi Davino Filho (Republicanos) e Renan Calheiros, entre outros. Arthur Lira e Marina JHC estão vinculados à coligação Alagoas Gigante II, enquanto Dr. Wanderley e Renan Calheiros pertencem à coligação Pra Alagoas Fazer História de Novo.
No último dia para registro, JHC foi confirmado como candidato ao governo de Alagoas, com Célia Rocha como vice. Durante meses, houve negociações intensas sobre a composição das chapas, que culminaram na oficialização das candidaturas. Reeleito prefeito de Maceió em 2024, JHC havia iniciado 2026 no PL, mas logo se filiou ao PSDB, onde assumiu a liderança estadual.
A saída de Alfredo Gaspar da disputa pelo Senado, que havia sido anunciada pelo PL, também alterou significativamente o cenário eleitoral. Gaspar optou por se juntar à chapa presidencial de Flávio Bolsonaro como vice. Esse movimento foi considerado um exemplo de como decisões a nível nacional podem impactar rapidamente a política local.
Com Gaspar fora da corrida, o espaço para novas candidaturas se abriu, levando Marina Candia a se posicionar como uma possível candidata ao Senado, após ter sido inicialmente listada como candidata a deputada federal. Mudanças rápidas como essas podem gerar incertezas entre os eleitores, que muitas vezes veem anúncios de convenções como decisões definitivas.
Além disso, a escolha do vice na chapa de Renan Filho se concretizou apenas na reta final, com Yale Fernandes sendo selecionado para o cargo. Renan Filho, que havia deixado o Ministério dos Transportes para retornar ao Senado, já contava com o apoio do atual governador Paulo Dantas, que havia declarado sua intenção de apoiar a candidatura ao governo.
Com as definições recentes, Alagoas se prepara para um embate eleitoral acirrado, com novas alianças e estratégias se desenrolando à medida que a data das eleições se aproxima.
Fonte: g1


