Um elefante-marinho-do-sul tem se tornado o centro das atenções em Maceió, atraindo turistas e curiosos que frequentam as praias da capital alagoana. O animal, que chegou à região no último fim de semana, foi nomeado Leôncio após uma votação promovida pelo Instituto Biota nas redes sociais. O nome superou outras sugestões divertidas como “Elefôncio” e “Soneca”. Com cerca de dois metros de comprimento, Leôncio já percorreu mais de 30 quilômetros da costa alagoana, sendo avistado pela primeira vez na Barra de Santo Antônio.
O fenômeno tem encantado visitantes, como as turistas Thalita Comico e Angela Daneluce, que vieram de São Paulo. “Foi um momento bem inusitado, porque nós moramos no interior de São Paulo, em Birigui, que fica longe da praia. Então, quando a gente veio para Maceió e ficou sabendo desse elefante-marinho, para nós foi um atrativo bem bacana. Por isso, a gente veio aqui, neste local tão maravilhoso, ver o elefante-marinho”, compartilhou Angela.
Entretanto, a popularidade de Leôncio também levanta preocupações sobre sua segurança. O Instituto Biota enfatiza a necessidade de respeitar as normas de proteção para o animal e para os visitantes. A interação física, como tocar ou alimentar o elefante-marinho, pode acarretar multas de até R$ 5 mil. Bruno Stefanis, diretor-presidente do Biota, alertou sobre os riscos associados à aproximação excessiva, que podem perturbar o animal durante sua troca de pele e pelos.
Stefanis reiterou a importância de manter uma distância segura de pelo menos 30 metros do elefante-marinho, especialmente porque ele pode se aproximar ainda mais da praia quando a maré sobe. “As normas são legislações estadual e federal que estabelecem esses limites de aproximação com o animal, justamente para garantir a tranquilidade e assegurar que ele descanse e economize energia, para que, ao concluir a troca de pele, tenha energia suficiente para voltar ao local de origem”, explicou o diretor.
A presença de drones também tem sido uma fonte de estresse para Leôncio, que precisa de um ambiente calmo para se recuperar. Portanto, o Instituto Biota solicita que todos os visitantes adotem uma postura responsável para garantir a saúde do animal e a segurança de todos.
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