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CPI do Crime avança em investigações sobre fraudes do Banco Master

CPI do Crime aprova pedido para investigar beneficiários do Master

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado deu um passo significativo na investigação de fraudes associadas ao Banco Master. Na última quarta-feira (18), a comissão aprovou requerimentos que visam aprofundar a análise sobre os beneficiários finais dos fundos relacionados ao Master e à Reag Investimentos. O objetivo é esclarecer a complexa rede de transações que envolve esses recursos e identificar possíveis responsáveis.

No entanto, a comissão não apoiou a solicitação de quebra dos sigilos bancário e fiscal do ex-ministro da Fazenda Paulo Guedes. A proposta foi rejeitada por seis votos a dois. Guedes é apontado por alguns membros como um possível facilitador das fraudes, devido a suas políticas de desregulação do setor financeiro.

A CPI também negou, por seis votos a quatro, o pedido para convocar o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, como testemunha. Em declarações anteriores, Valdemar mencionou doações significativas feitas por Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, para a campanha de Jair Bolsonaro e para o então candidato ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Em contrapartida, a comissão decidiu convocar a empresária Martha Graeff, ex-noiva de Vorcaro, que teria recebido um imóvel avaliado em R$ 450 milhões do banqueiro. Os parlamentares acreditam que essa transação pode estar ligada à ocultação de patrimônio.

Além disso, foi aprovada a convocação de dirigentes da Prime Aviation, empresa associada a Vorcaro, e a quebra de seus sigilos fiscal, bancário e telefônico. A senadora Soraya Thronicke (Podemos/MG) argumentou que essa empresa é fundamental na rede de lavagem de dinheiro, tendo cedido aeronaves para a campanha de Nikolas Ferreira (PL-MG) em 2022, evidenciando a conexão com o núcleo político sob investigação.

A CPI também decidiu convocar o ex-governador do Mato Grosso, Pedro Taques, que denunciou fraudes em crédito consignado que teriam prejudicado servidores estaduais. A sessão de hoje estava programada para ouvir o ex-diretor de fiscalização do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza, que não compareceu devido a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que tornou sua presença opcional.

Identificando os beneficiários finais

O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), apresentou um requerimento visando identificar os beneficiários finais dos fundos de investimento geridos pelo Banco Master e pela Reag Investimentos. Essa medida é crucial para entender a dinâmica da fraude financeira que está sendo investigada.

O requerimento solicita que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Banco Central, a Receita Federal e a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) forneçam informações completas sobre os beneficiários. “Um desafio imenso nesse trabalho de identificação desse fluxo de lavagem de dinheiro é chegar ao beneficiário final”, explicou o relator.

Alessandro Vieira destacou que muitos desses fundos podem ser utilizados para fins ilícitos, onde “o capital ilícito é inserido no mercado financeiro formal e distanciado de sua origem criminosa por meio de sucessivas transações aparentemente regulares”.

Rejeição de requerimentos

A oposição expressou sua insatisfação com a rejeição de requerimentos que buscavam a quebra de sigilos de membros do governo anterior, incluindo Paulo Guedes. Outros pedidos de quebra de sigilos de figuras proeminentes, como o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, foram retirados antes da votação.

O senador Marco Rogério (PL-RO) defendeu que os pedidos se afastam do foco original da CPI, argumentando que “responsabilizar ou quebrar o sigilo em razão de uma pseudo-acusação de possível envolvimento é algo absurdo”. O senador Rogério Carvalho (PT-SE) lembrou que o esquema do Banco Master se desenvolveu sob a supervisão do governo anterior, questionando a possibilidade de desvincular a política deste escândalo.

Fonte: Agência Brasil

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