Durante o período de carnaval, o Hospital de Emergência do Agreste (HEA), localizado em Arapiraca, Alagoas, registrou 22 atendimentos relacionados a picadas de escorpião. Desde o início do ano, a unidade já contabiliza 215 casos. Apesar do aumento nas ocorrências, não houve relatos de fatalidades. Em 2025, os escorpiões foram responsáveis por 1.723 atendimentos, dentro de um total de 77.713 atendimentos realizados.
A proliferação de escorpiões está diretamente ligada ao acúmulo de lixo e entulhos, que oferecem abrigo para esses animais. Ana Lúcia Alves, coordenadora do Serviço de Epidemiologia Hospitalar (SEH) do HEA, enfatizou a importância da conscientização da população em relação à prevenção. “É preciso que as pessoas participem da prevenção com a limpeza das áreas externas, evitando o acúmulo desses materiais, bem como vedar ralos, frestas e eliminar baratas que são o principal alimento dos escorpiões”, destacou.
Em caso de picada, Ana Lúcia recomenda que o local afetado seja lavado com água e sabão e que a pessoa busque imediatamente assistência médica. O hospital realiza uma avaliação inicial para identificar a gravidade dos sintomas, que podem ser classificados em leve, moderado e grave. Somente os casos moderados e graves recebem soro antiescorpiônico.
Os sintomas leves incluem dor intensa e imediata, que pode vir acompanhada de ardência e inchaço, correspondendo a cerca de 80% dos atendimentos. Casos moderados apresentam sintomas como vômitos, agitação e taquicardia, enquanto os sintomas graves podem incluir dificuldades respiratórias e convulsões, apresentando risco de morte, especialmente em crianças e idosos.
Os meses mais quentes do ano são propícios para a aparição de escorpiões, o que aumenta a urgência de ações preventivas tanto por parte da população quanto por autoridades de saúde pública.
Fonte: g1

