O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, recebeu atendimento médico por telefone na tarde desta quinta-feira (27), após apresentar uma nova crise de refluxo e soluços. O cardiologista Leandro Echenique, responsável pelo acompanhamento do ex-presidente desde 2018, realizou ajustes nas doses dos medicamentos para aliviar os sintomas.
“Resolvi por telefone as condutas. Aumentei as doses do refluxo e soluço. Fiz os ajustes. Se não melhorar, provavelmente irei a Brasília vê-lo pessoalmente”, afirmou Echenique à CNN Brasil. Todos os atendimentos médicos na superintendência têm visitas autorizadas previamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A situação chamou atenção após publicações nas redes sociais de dois filhos de Bolsonaro. Jair Renan Bolsonaro, vereador de Balneário Camboriú (SC), relatou que o pai está com dificuldades para dormir durante a noite devido às crises, enquanto Carlos Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro, descreveu uma crise mais intensa de soluços e refluxos, afirmando que médicos foram acionados novamente nesta quinta-feira.
Além de Echenique, o cirurgião-geral Cláudio Birolini, que assumiu parte do tratamento em abril deste ano, esteve na superintendência no último domingo (23), um dia após a prisão preventiva. Após a visita, a equipe médica divulgou boletim informando que Bolsonaro se encontrava estável do ponto de vista clínico, apesar de relatos anteriores de confusão mental e alucinações possivelmente associadas ao uso do medicamento Pregabalina, prescrito por outra profissional sem o consentimento da equipe principal.
Em depoimento durante a audiência de custódia, Bolsonaro explicou que a confusão mental e a paranoia temporária o levaram, por volta da meia-noite, a manipular a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda, aproveitando seus conhecimentos prévios no uso do equipamento.


