A delegada Ana Luiza Nogueira, que coordena as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher de Maceió (DEAMs), revelou que os crimes de ameaça foram os mais prevalentes entre os registros de violência doméstica durante o Carnaval na capital e em nove municípios da Região Metropolitana. Entre os dias 14 e 17 de fevereiro, foram contabilizados 100 boletins de ocorrência relacionados a ameaças, dentro de um total de 150 casos de violência contra a mulher, sem registros de feminicídio neste período.
Embora os números sejam alarmantes, Nogueira destacou que a crescente disposição das mulheres em denunciar é um sinal positivo. “O primeiro tipo penal registrado foi a ameaça, e esse é um aspecto relevante a ser discutido porque os números mostram que boa parte das mulheres não está aguardando a violência psicológica se transformar em física, o que ajuda a romper o ciclo e impeça que chegue ao crime grave, que é o feminicídio”, afirmou.
Durante o Carnaval, as DEAMs mantiveram um regime de plantão, mas, segundo a delegada, muitas vítimas optam por registrar suas ocorrências após o término das festividades. Essa situação ocorre com frequência quando a vítima considera que a gravidade do ocorrido não é alta. “Por isso, fazemos o chamamento e alerta para que as mulheres não esperem acabar o carnaval, por exemplo, para denunciar. As DEAMs possuem parceria com a Rede de Atenção à Violência, com psicólogas de plantão e ficaram à disposição das vítimas durante o carnaval”, completou Nogueira.
Os dados apresentados pela coordenadora são preliminares. Uma coletiva de imprensa marcada para esta quinta-feira (19), às 11h30, deverá revelar os números totais das ocorrências registradas em Alagoas durante o Carnaval.
Fonte: G1

