Dois integrantes da Guarda Nacional da Virgínia Ocidental ficaram feridos após um tiroteio ocorrido na noite de quarta-feira (26/11) nos arredores da Casa Branca, em Washington D.C. O autor dos disparos foi identificado como Rahmanullah Lakanwal, de 29 anos, natural do Afeganistão. Ele vive nos Estados Unidos desde 2021 e teve o pedido de asilo aprovado em abril deste ano.
Segundo informações divulgadas pela imprensa norte-americana, Lakanwal foi baleado durante a ação policial, detido e encaminhado a um hospital, onde permanece sob custódia. Apesar de consciente, ele não estaria colaborando com as autoridades. O suspeito havia chegado ao país com um visto especial concedido a afegãos que auxiliaram os EUA durante a Guerra do Afeganistão, programa instituído durante o governo Joe Biden. Mesmo com o vencimento do documento, Lakanwal permaneceu em solo americano, solicitando asilo em 2024. O benefício foi concedido em 2025, já sob a gestão Donald Trump. Um pedido de green card feito por ele segue em análise.
De acordo com Jeffrey Carroll, representante do Departamento de Polícia Metropolitana, Lakanwal teria se aproximado dos militares e aberto fogo imediatamente, em uma área movimentada próxima à estação Farragut West, conhecida por registrar episódios de violência ao longo dos anos. As autoridades afirmam que ele agiu sozinho, mas ainda não há informações sobre o motivo do ataque.
O FBI assumiu a investigação do caso. Nas redes sociais, circulam supostas imagens do atirador, porém a identidade da pessoa retratada não foi confirmada pelos agentes federais.
Reações e medidas do governo
Após o ataque, o Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA anunciou a suspensão de todos os processos migratórios envolvendo cidadãos afegãos, alegando necessidade de revisão nos protocolos de segurança e checagem de antecedentes.
O presidente Donald Trump manifestou-se publicamente, responsabilizando o ex-presidente Joe Biden pela entrada de Lakanwal no país. Segundo ele, o afegão foi um dos evacuados durante a retirada das tropas americanas em 2021. Trump afirmou em publicação no Truth Social que o governo anterior permitiu a entrada de milhares de pessoas “sem saber quem eram”.
As investigações continuam, e novas atualizações devem ser divulgadas pelas autoridades americanas nos próximos dias.

