Uma talentosa artesã de Maceió, Selina Espínola, está se destacando nas redes sociais ao transformar cadeiras de praia em peças decorativas inspiradas na Copa do Mundo de 2026. Combinando pintura e crochê, Selina cria itens únicos que resgatam materiais que poderiam ser descartados, dando nova vida a essas peças. Além das cadeiras, ela também elabora uma variedade de produtos, como roupas, bolsas, espelhos e jogos americanos, todos com um toque autoral.
A paixão de Selina pela arte manual começou na adolescência, quando aprendeu a bordar com sua mãe. “Minha mãe sabia bordar, minhas irmãs também. Acho que era uma forma de entreter as tantas filhas que ela tinha. Somos quatro lá em casa, então veio como uma forma de ajudar mesmo”, revelou em entrevista à TV Asa Branca Alagoas. Durante seu tempo na escola, ela começou a perceber a oportunidade de gerar uma renda extra vendendo filtros dos sonhos aos colegas.
“Estudei em um complexo escolar a vida toda, e isso me ajudou muito. Como tinham muitos colégios, eu vendia no meu e também fora. As pessoas viam e acabavam encomendando”, contou Selina, destacando como essa experiência a motivou a seguir uma carreira artística. Com o tempo, a ideia de viver da própria arte se consolidou, especialmente após suas experiências fora do estado, onde as redes sociais desempenharam um papel crucial em expandir seu alcance e conquistar novos clientes.
“É muito mais sobre como eu me sinto fazendo isso. O dinheiro é importante, mas vai além. Tem que ter um motivador maior. Não existe nada mais amoroso que um trabalho manual”, afirmou a artesã, que encontrou uma virada em seu negócio ao desenvolver as cadeiras reaproveitadas. “Gosto de pensar fora da caixinha. Comecei a fazer as cadeiras de praia e brincar com as possibilidades, tanto da técnica quanto do que o cliente pede”, explicou Selina sobre seu processo criativo.
Um dos vídeos que documentou seu trabalho viralizou, aumentando significativamente a visibilidade de suas criações para outros estados e até mesmo para o exterior. “A visibilidade foi nacional. Não sei como chegou no Sul, em São Paulo… mas teve gente do mundo todo. Sempre tive o sonho de vender para fora e hoje meus maiores clientes são de fora”, contou Selina, que atualmente se dedica exclusivamente à produção artesanal, continuando a explorar a criatividade e o reaproveitamento como suas principais características.
Fonte: G1


