O deputado federal Alfredo Gaspar de Mendonça, filiado ao PL, revelou nesta segunda-feira (13) sua intenção de concorrer a uma vaga no Senado nas eleições de outubro, através de uma publicação em suas redes sociais. Antes da confirmação de sua pré-candidatura, o nome de Gaspar também era cogitado para a disputa pelo governo do estado. Ele ocupa seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados desde sua eleição em 2022.
Recentemente, Gaspar deixou o União Brasil e se juntou ao PL, partido que tem como um de seus principais nomes o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao assumir a presidência do PL em Alagoas, ele sucedeu o ex-prefeito de Maceió, JHC. Durante o anúncio de sua candidatura, o deputado destacou a importância do diálogo com a população: “Hoje anuncio minha pré-candidatura ao Senado da República por Alagoas. Um projeto que nasce do diálogo, do trabalho sério e da escuta dos anseios da nossa gente. O povo alagoano pode ter confiança, a oposição está unida e mais forte do que nunca”, escreveu.
Alfredo Gaspar, natural de Maceió, tem uma longa trajetória profissional como promotor de Justiça, cargo que exerceu por 24 anos. Ele coordenou o Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) e presidiu o Grupo Nacional de Combate ao Crime Organizado (GNCOC). Além disso, foi procurador-geral de Justiça em duas ocasiões e atuou como secretário de Segurança Pública em Alagoas.
Na Câmara, Gaspar participa de comissões relevantes, como a de Constituição e Justiça e a de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Seu trabalho ganhou visibilidade nacional quando atuou como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, onde teve confrontos importantes com outros membros da comissão.
Ao assumir a liderança do PL em Alagoas, Gaspar expressou sua intenção de fortalecer a presença da direita no estado: “Assumo a presidência estadual do PL em Alagoas com autonomia e independência para fortalecer o partido, o nosso projeto para o estado e o projeto de um país justo e livre para os brasileiros”, afirmou, mencionando o senador Flávio Bolsonaro em suas declarações.
No entanto, sua trajetória não tem sido isenta de polêmicas. No dia 27 de março, durante a apresentação do relatório final da CPMI do INSS, Gaspar foi alvo de acusações de estupro e tentativa de suborno feitas pelos senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (Podemos-MS). Em resposta, ele negou as alegações, afirmando que se tratava de uma tentativa de desviar a atenção das investigações da CPMI. “As acusações são falsas, levianas e absolutamente irresponsáveis”, destacou em nota. Além disso, ele informou que registrou uma queixa-crime contra os senadores na Procuradoria-Geral da República, na Polícia Federal e no Supremo Tribunal Federal (STF) por denunciação caluniosa.
Fonte: G1


