Um vídeo que se espalhou nas redes sociais mostra uma mulher dando água a uma ave marinha na praia de Cruz das Almas, em Maceió. A situação gerou um alerta do Instituto Biota de Conservação, que nesta segunda-feira (20) enfatizou a importância de evitar qualquer interação com animais selvagens, especialmente em meio ao aumento do risco de gripe aviária no Brasil.
De acordo com o instituto, a ave mostrada nas imagens é uma pardela-de-bico-preto, espécie que costuma aparecer na costa brasileira durante a migração, especialmente entre abril e julho, quando Alagoas recebe um número significativo de aves marinhas.
O Brasil se encontra em estado de emergência zoossanitária devido à influenza aviária, uma doença contagiosa que não afeta apenas aves, mas que também pode ter consequências para os humanos. A transmissão da doença ocorre principalmente através de secreções, fezes ou carcaças de animais infectados.
Bruno Stefanis, diretor do Instituto Biota, alertou que o contato com aves marinhas pode ser prejudicial tanto para a saúde pública quanto para a própria ave. “Não interaja com esses animais. É proibido ter contato com aves silvestres e levá-las para casa. Isso representa um risco não só para o animal, mas também para as pessoas”, afirmou.
Stefanis ressaltou a existência de um protocolo específico para o manuseio de aves encalhadas, que deve ser realizado apenas por equipes autorizadas e com o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs). “Acabamos de passar por uma pandemia e não queremos enfrentar outra situação semelhante. A orientação é simples: não toque, não tente ajudar diretamente. Registre à distância e acione os órgãos responsáveis”, completou.
Além disso, o instituto alertou que a interação inadequada com aves marinhas pode piorar a situação sanitária e impactar a economia, considerando que o Brasil é um dos principais exportadores de proteína avícola do mundo. A recomendação é que, ao se deparar com aves marinhas em estado debilitado ou encalhadas, as pessoas mantenham distância e notifiquem as autoridades ambientais competentes.
Fonte: G1


