Nos primeiros quatro meses deste ano, Alagoas contabilizou 4.400 casos de picadas de escorpião-amarelo, o que representa uma média de quase 20 incidentes diários. Os dados são provenientes do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), gerido pelo Ministério da Saúde. Apesar do elevado número de ocorrências, o estado não registrou mortes relacionadas a esses acidentes.
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) aponta que, nos últimos anos, o Brasil observou um aumento alarmante de 359% nos acidentes envolvendo escorpiões. Maceió é a cidade que concentra a maior parte das notificações, seguida por Arapiraca e São Miguel dos Campos.
O assessor técnico da Sesau, Clarício Bulgarim, enfatiza que ações simples podem ser eficazes na prevenção desses acidentes. “Sabemos que os escorpiões se alimentam de baratas. Por isso, a limpeza adequada das residências, dos quintais e das caixas de gordura, além da inspeção de roupas e sapatos antes do uso, são medidas fundamentais para frear o crescimento do número de acidentes”, alertou.
A dona de casa Maria José, que foi picada por um escorpião, compartilhou sua experiência em uma entrevista. “Eu havia acabado de tomar banho quando fui picada. Imediatamente comecei a suar e tive a sensação de que ia morrer. Felizmente, fui encaminhada rapidamente para uma unidade de saúde, onde recebi atendimento e fiquei bem”, contou.
Para os que necessitam de assistência, a Sesau informa que Alagoas dispõe de oito unidades de saúde preparadas para atender vítimas de picadas de escorpião, localizadas em cidades como Maceió, Arapiraca, Delmiro Gouveia e Piranhas. Na capital, o atendimento é realizado no Hospital Escola Dr. Helvio Auto e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) dos bairros Tabuleiro do Martins e Jacintinho.
Fonte: Nome da fonte


