Dez dos 21 romeiros que se feriram em um trágico acidente na terça-feira (3), em São José da Tapera, já receberam alta médica, conforme informações da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau). Os restantes 11 pacientes continuam sob cuidados em diferentes hospitais estaduais, com detalhes sobre seu estado de saúde sendo atualizados pela secretaria nesta quarta-feira (4).
O relatório indica que seis pessoas estão internadas no Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca, enquanto quatro pacientes se recuperam no Hospital Regional do Alto Sertão (HRAS), em Delmiro Gouveia, e um na unidade de Maceió. Entre os internados, uma criança de 9 anos está em estado crítico na UTI Pediátrica, enfrentando complicações como traumatismo cranioencefálico e pneumotórax bilateral, recebendo atenção de uma equipe médica multidisciplinar.
No HEA, uma criança de 2 anos também apresenta condição grave, mas os demais pacientes, incluindo uma adolescente de 13 anos e duas crianças de 7 e 13 anos, estão em estado estável, segundo o boletim médico. No HRAS, os quatro pacientes em observação apresentam quadro de saúde estável e estão sendo monitorados por equipes especializadas, com expectativa de alta nos próximos dias.
Um inquérito foi aberto pelo delegado Diego Nunes, responsável pelo 38º Distrito Policial de São José da Tapera, para investigar as circunstâncias do acidente. Até o momento, o motorista do ônibus, que sobreviveu ao incidente, não pôde ser interrogado devido à sua internação. “Foi verificado que o ônibus estava em condição regular, mas há indícios de que ele pode ter excedido a velocidade permitida. A Curva do S, conhecida por sua alta taxa de acidentes, foi um fator relevante”, afirmou o delegado.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) confirmou que o ônibus operava de forma irregular, sem as licenças necessárias para transporte de passageiros. “O veículo não possui habilitação na ANTT, nem certificado de segurança ou seguro de responsabilidade civil. Além disso, faltava a Licença de Viagem”, informou o órgão em nota.
O prefeito de Coité do Nóia, Bueno Higino Filho, contestou a irregularidade do transporte, alegando que o ônibus foi contratado legalmente através de um processo licitatório. As vítimas do acidente incluíam pessoas de diversas idades, refletindo a tragédia que afetou a comunidade local.
Fonte: G1

