A Justiça de Alagoas decidiu aceitar parcialmente a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) contra a tia da esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Sant’Anna e os proprietários de uma clínica de reabilitação localizada em Marechal Deodoro. Os envolvidos estão sendo investigados em relação à morte da esteticista. A juíza Fabíola Feijão, responsável pela decisão, autorizou a busca e apreensão de documentos, além da quebra de sigilo de dados, mas rejeitou o pedido de prisão preventiva dos donos da clínica. Segundo a magistrada, não foram encontrados elementos que indicassem que a liberdade dos investigados representasse um risco à ordem pública ou que pudessem interferir nas investigações.
O promotor de Justiça Adriano Jorge expressou sua intenção de recorrer da decisão, destacando a preocupação com a segurança das pessoas que denunciaram o caso, especialmente ex-residentes da clínica, que relataram atos de violência ocorridos no local. O MPAL revelou que testemunhos indicam comportamentos agressivos dos responsáveis pela clínica, que operava como uma comunidade terapêutica. Além disso, foram mencionados relatos de agressões a internos e a suspeita de estupro de uma adolescente que estava recebendo atendimento na instituição.
O promotor solicitou a prisão preventiva como uma medida para prevenir possíveis retaliações contra aqueles que denunciaram as irregularidades e para garantir que os investigados não comprometam o progresso do processo. Embora a prisão tenha sido negada, a Justiça autorizou a apreensão de materiais que possam contribuir para a apuração dos fatos, incluindo computadores, dispositivos de armazenamento, celulares, laudos médicos e outros documentos relevantes para o caso.
As investigações seguem em andamento para esclarecer os detalhes que cercam a morte da esteticista e a possível responsabilidade dos denunciados nas circunstâncias do ocorrido.
Fonte: G1


